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Wesley Batista muda delação e diz que pagou propina de R$ 6,5 milhões para o governador Reinaldo Azambuja

O empresário bucaneiro Wesley Batista, do Grupo J&F, corrupto confesso, que controla a JBS, retificou um depoimento que havia feito no âmbito do Inquérito 1190, no Superior Tribunal de Justiça, e afirmou que propinas no montante de R$ 6,5 milhões foram destinadas ao governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e não ao ex-chefe do Executivo, André Puccinelli (MDB) – antecessor do tucano -, como ele próprio havia indicado anteriormente. A retificação foi feita em 2017, mas só agora divulgada.

Ao mudar seu relato, o açougueiro bucaneiro Wesley Batista disse que cometeu um “erro material” que consistiu na confusão dos nomes do ex e do atual mandatário do Mato Grosso do Sul. O executivo corrupto e propineiro da JBS fez a alteração no bojo do Inquérito 1.190, de competência do STJ, que detém atribuição para investigar e processar governadores.

Reinaldo Azambuja é alvo da Operação Vostok, que investiga o tucano pela suposta concessão de benefícios fiscais a grupos empresariais em troca de propinas. Na primeira fase da operação, em setembro de 2018, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi alvo de buscas. Seu filho, Rodrigo, e o deputado estadual José Roberto Teixeira (DEM), o “Zé Teixeira”, foram detidos e, depois, soltos.

Em setembro, a segunda etapa da ‘Vostok’ intimou 110 pessoas para prestarem depoimento. Na ocasião, Reinaldo Azambuja rechaçou com veemência as suspeitas sobre sua gestão. A Polícia Federal suspeita que o governador recebeu R$ 70 milhões em repasses, entre o início de 2015 e fins de 2016. Em sua delação premiada, Wesley Batista havia apontado propinas a “um ex-governador de Mato Grosso do Sul”, levando os investigadores a suspeitarem de Puccinelli, que antecedeu Reinaldo Azambuja.

Depois, o executivo recuou, alegando ter verificado anotações. Constatou, então, que os valores que havia atribuído ao emedebista teriam sido, na verdade, direcionados ao atual mandatário do Estado. O propineiro Wesley Batista centralizou seu relato em um bloco de oito notas fiscais, lançadas entre janeiro e fevereiro de 2016 que totalizam R$ 6,5 milhões referentes a serviços contratados que nunca foram realizados. As notas, que estão anexadas aos autos, têm valores de R$ 1,27 milhão, R$ 1,4 milhão, 1,19 milhão, R$ 97,6 mil, R$ 1,38 milhão, R$ 999,6 mil, R$ 120,2 mil e R$ 34,5 mil. (OESP)

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