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UBS estuda trabalho remoto permanente para 30% dos funcionários, o home office

O UBS talvez nunca mais traga todos funcionários de volta ao escritório em um ambiente pós-Covid-19. A diretora de operações do banco, Sabine Keller-Busse, disse que cerca de 30% dos funcionários poderiam trabalhar remotamente de forma permanente.

O banco suíço emprega pouco menos de 70 mil pessoas em 50 países e contava com 80% da equipe global em casa durante o auge da pandemia. Agora o UBS planeja permitir que as equipes retornem aos escritórios de forma escalonada e de acordo com a região.

O UBS ainda avalia quais atividades trarão funcionários de volta aos escritórios, disse Keller-Busse durante o evento Invest Global da Bloomberg, na segunda-feira. É mais provável que as funções de back-office continuem operando remotamente, enquanto operações comerciais são executadas com mais facilidade nas instalações, de acordo com Keller-Busse.

“Veremos uma situação híbrida”, disse Keller-Busse: “Veremos muito menos viagens.” Ela acrescentou que, para algumas funções, como banqueiros que preparam uma oferta pública inicial, a presença física continuará a ser importante, enquanto relações de consultoria com clientes de alta renda podem continuar virtualmente.

Keller-Busse espera que o restante do setor bancário implemente divisões semelhantes entre casa e escritório, resultando em uma menor necessidade de imóveis a longo prazo. Ela disse que o banco também se prepara para adiar ou reverter os planos caso ocorra uma segunda ondas de casos de coronavírus.

O rival Credit Suisse disse que o maior uso do banco on-line, acelerado pela pandemia, pode reduzir a quantidade de imóveis necessários e de funcionários no médio prazo. O retorno dos funcionários do Credit Suisse está sendo realizado em quatro fases. O banco também oferece testes-piloto de anticorpos para funcionários em suas principais unidades.

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