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Trump envia mais tropas para o Oriente Médio após ataque à embaixada americana em Bagdá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que cerca de 750 soldados americanos fossem enviados para o Oriente Médio, deixando outros 3 mil preparados e alertas para um possível deslocamento nos próximos dias. A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá foi invadida na terça-feira por grupos liderados por milícias iranianas que atuam no Iraque. Funcionários da diplomacia americana e o embaixador Matthew Tueller conseguiram sair ilesos.

Parte do salão de recepção do complexo foi destruída pelos manifestantes contrários à política dos Estados Unidos na região. Esse ataque foi obviamente comandado pelo regime teocrático do Irã, dominado por aiatolás tarados. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, disse na noite de terça-feira que “em resposta a eventos recentes” no Iraque, e sob a direção de Trump, ele autorizou o envio imediato do batalhão de infantaria da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército em Fort Bragg, Carolina do Norte. Ele não especificou o destino dos soldados, mas um fonte oficial disse que as tropas foram para o Kuwait.

“Essa movimentação é apropriada e preventiva em resposta ao aumento dos níveis de ameaças contra civis nas instalações dos Estados Unidos, como testemunhamos em Bagdá”, informou Esper em comunicado por escrito. Os 750 soldados destacados imediatamente vão somar às 14 mil tropas americanas que estão na região do Golfo desde maio de 2019, em resposta a preocupações com a hostilidade iraniana, incluindo ataques a navios comerciais no Golfo Pérsico. Na época, os Estados Unidos tinham cerca de 5.200 soldados no Iraque, principalmente para treinar forças iraquianas e ajudá-las a combater extremistas do Estado Islâmico.

A violação do complexo da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá foi uma forte demonstração de que o Irã ainda pode atacar interesses americanos, apesar da campanha de bloqueio econômico estabelecido por Trump. No domingo, ataques aéreos americanos mataram 25 combatentes de uma milícia apoiada pelo Irã no Iraque, o Kataeb Hezbollah. Os Estados Unidos disseram que esses ataques foram uma resposta ao assassinato de um empreiteiro americano, na semana passada, durante ataque com foguete contra uma base militar iraquiana.

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