Justiça

TRF-2 nega liberdade a promotor preso pela Lava Jato do Rio de Janeiro

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF) negou um pedido de liberdade ao promotor de justiça aposentado Flávio Bonazza de Assis, preso no último dia 3 a pedido da Lava Jato do Rio de Janeiro. Ele é suspeito de receber “mesadas” de propina para ajudar empresas de ônibus. O pedido foi negado nesta sexta-feira (7) pelo desembargador federal Abel Gomes, da 1ª Turma Especializada do TRF-2.

O Ministério Público Federal afirma que ele recebia mensalmente R$ 60 mil das empresas para atuar no Ministério Público em favor do setor de transporte. A Justiça Federal já havia determinado o arresto de R$1,35 milhão.

A denúncia contra Bonazza e mais quatro, em novembro, tinha partido de um acordo de delação fechado com o empresário Lélis Teixeira. Ele ficaria incumbido de arquivar inquéritos, retardar investigações e vazar informações para a cúpula da Fetranspor. A reportagem tenta contato com a defesa de Bonazza.

Em nota no início da semana, ele afirmou que recebia a denúncia com “absoluta indignação”. “Os fatos datam de 2016 e são baseados exclusivamente nas palavras de criminosos confessos sem qualquer prova de corroboração”, afirmou. “O absurdo da prisão se torna ainda mais eloquente se consideramos que o Flávio Bonazza tem uma carreira imaculada e postulou em juízo para produção de uma série de provas para afastar por completo as falsas acusações que são lançadas criminosamente contra ele”, completou.

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