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TRE gaúcho cassa o mandato do deputado Luis Augusto Lara, do PTB, presidente da Assembleia Legislativa

Terminou no começo da noite desta segunda-feira a sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul que julgou e condenou à cassação de mandato do deputado estadual Luis Augusto Lara, do PTB, presidente da Assembléia Legislativa. Ele foi condenado por uso de pressão e recursos indevidos, obtidos através de ações do seu irmão, o prefeito de Bagé, Divaldo Lara, para se reeleger deputado.

Luis Augusto Lara foi condenado também à perda dos direitos políticos. O resultado do julgamento foi apertado, 4 a 3. Luís Augusto Lara poderá recorrer e não sairá do cargo. Aliás, dificilmente perderá o mandato em cortes superiores.

Seu caso não é inédito. Anteriormente, o Tribunal Regional Eleitoral também havia cassado o mandato do deputado estadual Gilmar Sossela, presidente da Assembléia, por extorsão de funcionários do Parlamento gaúcho para arrecadação de fundos para sua campanha eleitoral. Ele recorreu o tempo inteiro e permaneceu no cargo e no exercício do mandato até o seu final. Depois foi impedido de concorrer à reeleição.

A condenação de Luis Augusto Lara tem como pano de fundo a exasperação das altas castas do serviço público gaúcho, indignadas com as propostas do governador tucano Eduardo Leite de mudanças em planos de carreiras e cortes de privilégios, apesar de parte dessas castas, envolvendo Judiciário e Ministério Público, estarem com os salários em dia, ao contrário do funcionalismo do Poder Executivo, com atrasos superiores a dois meses. Lara é do PTB, partido que compõe a base do governo de Eduardo Leite, cujo vice-governador, Ranolfo Vieira, também é trabalhista.

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