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Suprema Corte do Peru reduz pena de Keiko Fujimori

A Suprema Corte do Peru reduziu nesta quinta-feira (12) de 36 para 18 meses a prisão preventiva cumprida pela líder opositora Keiko Fujimori, presa há 10 meses pelo escândalo de corrupção da Odebrecht. “Dispõe-se que seja fixado em 18 meses o prazo de prisão preventiva a Keiko Fujimori (…), que será libertada em 30 de abril de 2020”, disse a juíza Susana Castañeda, ao ler a decisão durante a audiência realizada no Palácio de Justiça.

Consequentemente, afirmou a magistrada, “revogam-se as resoluções judiciais que  fixam em 36 meses o prazo da prisão preventiva”. A decisão judicial favorece também dois  colaboradores de Keiko Fujimori, Jaime Yoshiyama e Pier Figari, que também tiveram pena reduzida de 36 para 18 meses. A decisão permitiu somar os quatro votos necessários para proferir a sentença. Nenhum magistrado se pronunciou a favor de anular a prisão, como pedia a ex-candidata presidencial.

A juíza se juntou há um mês ao tribunal que avalia o caso para decidir a discórdia em torno do recurso de apelação apresentado por Fujimori em janeiro. A defesa de Keiko Fujimori já anunciou que continuará tentando pôr fim a uma detenção que considera arbitrária e ilegal. A cassação encerra uma sequência de apelações no contexto da
justiça peruana. “Nós sempre vamos esgotar todas as vias. A seguinte seria a constitucional, apelar ao Tribunal Constitucional” para conquistar sua liberdade, reiterou a advogada Giulliana Loza. Mark Vito, esposo de Fujimori, manifestou que “não há justiça no Poder Judicial, só há interesses políticos”.

A audiência desta quinta-feira aconteceu cinco dias depois que Keiko, de 44 anos, sofreu, segundo seu partido, problemas coronários e de pressão, que obrigaram a submetê-la a exames cujos resultados não foram conhecidos
publicamente. A primogênita do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que também está preso, foi enviada por um juiz à prisão preventiva no dia 31 de outubro do ano passado no contexto do escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, que também atingiu outros ex-presidentes peruanos.

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