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Sindicato de empregados tenta barrar reestruturação na Caixa Econômica Federal

O sindicato de empregados da Caixa Econômica Federal está se articulando para tentar barrar uma reestruturação liderada pelo presidente do banco estatal, Pedro Guimarães, incluindo um programa de demissão voluntária e mudanças de cargos com redução de salários.

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), que afirma representar os cerca de 85 mil empregados do banco, convocou para a próxima terça-feira (10) uma mobilização geral, que incluirá alterar o horário de abertura de algumas das agências do banco.

A Fenae reclama de itens da proposta de reestruturação interna, que tem o objetivo de focar mais em vendas de produtos, à medida que a Caixa Econômica Federal tenta dar maior visibilidade a unidades de negócios, como seguros, cartões e loterias, que serão listadas na bolsa.

O sindicato reclama das propostas de extinguir estruturas internas de atendimento a prefeituras e à construção civil, de administrar algumas agências sem operadores de caixas, da extinção de 30 superintendências regionais, e de transferências compulsórias de empregados, muitos para outras cidades.

A Fenae também reclama do processo de vendas de ativos da Caixa iniciada no ano passado, com a venda do braço de loterias instantâneas Lotex e de participações no IBR, no Banco Pan e na Petrobras, e que deve prosseguir em 2020 com a alienação de parte da Caixa Seguridade e da Caixa Cartões.

“É evidente que Caixa está sendo privatizada e que o governo disfarça o processo”, disse Ferreira. O líder sindical argumenta que a venda de ativos, planejada em parte como meio de levantar cerca de 40 bilhões de reais para repagar o governo recursos tomados anos atrás por meio de Instrumentos Híbridos de Capitas e Dívida descapitaliza o banco e sua capacidade de oferecer crédito e gerir programas sociais.

Como parte da pressão para forçar Guimarães a dialogar, a Fenae vem recorrendo a outras autoridades públicas. Na semana passada, enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro pedindo a suspensão das vendas de ativos do banco.

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