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Santa Casa confirma denúncia do Simers, fechada a emergência do Hospital da Criança a pacientes do SUS

A denúncia feita pelo Simers (Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul) de que o Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre havia fechado o atendimento em sua emergência a pacientes do SUS no seu Hospital da Criança Santo Antônio acabou plenamente confirmada na última quinta-feira. Em uma fria nota distribuída pela Assessoria de Imprensa da Santa Casa, a instituição anunciou que, em função de obras de modernização na área de internação do HCSA, a emergência SUS ficará aberta unicamente para casos referenciados pela Rede de Saúde do Município, Região Metropolitana e de outros hospitais.

O tempo estimado de execução das obras é de 24 meses. “Trata-se de uma medida de grande impacto para a assistência aos pacientes pediátricos da capital gaúcha que, na visão do Simers, não foi adequadamente planejada, ouvindo médicos, pacientes e entidades ligadas à saúde”, afirma o presidente do Simers, médico Marcelo Matias. O sindicato dos médicos já vinha alertando que, conforme denúncias recebidas pelo sindicato, havia notícia de que, a partir de outubro, a emergência do Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) deixará de atender pacientes do SUS. Profissionais que atuam na instituição já teriam sido informados que apenas pacientes de convênios e referenciados (encaminhados por outros hospitais) serão atendidos na instituição, que integra a Santa Casa de Porto Alegre.

Em reunião do setor de Pediatria da Santa Casa, os profissionais foram orientados a encaminhar os pacientes para outras unidades de saúde, pois o HCSA deixará de prestar atendimentos pelo SUS na emergência. Isto significa que os pacientes não terão mais acesso direto ao hospital, uma vez que a casa de saúde só aceitará crianças transferidas para internação hospitalar. “A se confirmar esta informação, mais uma vez a saúde de Porto Alegre toma decisões precipitadas, sem consultar os serviços de controle social, os profissionais de saúde e sem informar adequadamente a população sobre tão importante mudança”, afirma o presidente do Simers, Marcelo Matias. O dirigente destaca ainda que o eventual fechamento da emergência do Santo Antônio para pacientes SUS, no momento em que a atenção básica em saúde na capital apresenta severas deficiências, representará ainda mais prejuízos à população.

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, do PSDB, tem conduzido uma gestão absolutamente desastrosa na área de saúde pública. Ele deve saber que esta é a primeira lembrança que o eleitor levará em conta no próximo ano, ao depositar seu voto na urna. Dezenas de milhares de portoalegrenses estão desgostosos com este desastre e Marchezan Junior pagará o preço por tal desordem no próximo ano.

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