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Raízen negocia consórcio com a gestora GIP por refinarias da Petrobras

A gestora de fundos Global Infrastructure Partners (GIP) planeja apresentar uma oferta conjunta com a Raízen pelas refinarias colocadas à venda pela Petrobras. A Raízen, uma joint venture entre a Royal Dutch Shell PLC e a produtora de etanol Cosan (CSAN3), apresentou ofertas não vinculantes pelas maiores refinarias colocadas à venda pela Petrobras.

A GIP, baseada em Nova York, administra 50 bilhões de dólares em ativos em seus fundos de infraestrutura e investe em setores como energia, transporte, água e gerenciamento de resíduos. Se a oferta for bem sucedida, marcará o primeiro investimento da GIP no Brasil. No ano passado, a gestora começou a captar um novo fundo para investir em mercados emergentes na América Latina e Ásia.

A Raízen controla 7 mil postos de gasolina no Brasil e na Argentina, e tem cerca de 3 mil clientes. Apesar de controlar uma refinaria na Argentina, ainda não tem presença em refino no Brasil, onde a Petrobras exerce o monopólio no setor. As ofertas vinculantes pelas quatro maiores refinarias são esperadas para o início de março e precisam ser entregues já com a composição final dos grupos.

Desde novembro, quando a Petrobras selecionou quatro grupos que passaram à fase de ofertas vinculantes por suas quatro refinarias, as empresas estão negociando a formação de consórcios. Os grupos selecionados para a segunda fase são Ultrapar, Raízen, o fundo estatal dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Investment Company e a petroleira chinesa Sinopec. Ultrapar e Mubadala estão em negociações com potenciais parceiros, mas não chegaram a acordos. A Sinopec pretende apresentar uma oferta individualmente.

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