Energia

Programa Lab Procel recebe 64 projetos na primeira chamada pública

Sessenta e quatro projetos elaborados por startups (empresas emergentes) e micro e pequenas empresas de base tecnológica se inscreveram no edital da primeira chamada pública do Programa Lab Procel, criado pela Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro/Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Firjan Senai).

O resultado surpreendeu os organizadores do programa porque, em função da pandemia do novo coronavírus, a estratégia de comunicação, que seria presencial, passou a ser totalmente online. “A gente estava esperando uma média de 20 empresas e conseguimos um cadastro de 64 projetos. A gente ficou surpreso pelo grau de maturidade dos projetos”, disse hoje (28) o coordenador de Serviços Tecnológicos da Firjan Senai e gestor do Programa Lab Procel, Damián Gomez.

O Lab Procel vai disponibilizar mais de R$ 16 milhões para o desenvolvimento de soluções inovadoras em eficiência energética. O objetivo deste primeiro edital é a aceleração de projetos inovadores que proporcionem ganhos de eficiência energética em sistemas de abastecimento de água; esgotamento sanitário; e limpeza urbana e resíduos sólidos, integrados ou não com sistemas de produção de energia. Para essa primeira chamada, os investimentos alcançam cerca de R$ 6 milhões para a aceleração de, pelo menos, três propostas, de preferência uma em cada temática.

A primeira etapa de avaliação dos projetos inscritos já foi iniciada. Segundo informou Gomez, a maioria dos projetos, mais de 70%, “são projetos bem robustos, que têm um bom potencial”. Os inscritos têm abrangência nacional, representando 13 Estados brasileiros. O segmento de abastecimento de água foi o que recebeu o maior número de propostas (33), seguido de limpeza urbana e resíduos sólidos (17) e esgotamento sanitário (14).

Damián Gomez destacou que as empresas devem ter um nível de maturidade 4, no mínimo. “São empresas que já têm algum protótipo e que não seja só uma idéia no papel, mas que a idéia já esteja um pouco mais avançada. O objetivo do programa é poder acelerar essas empresas para transformar esse produto com um nível de maturidade mais alto (7 ou 8) e pronto para venda em prateleira. Ou seja, com um nível de desenvolvimento, transformar esse produto, em um ano e meio, em um produto já com mercado, acelerado, e com perspectiva de crescimento nesses segmentos”, manifestou Gomez.

Até esta sexta-feira (29) será feita a avaliação também online dos projetos por uma banca integrada por técnicos do Procel e da Firjan Senai, além de empresas e pesquisadores, entre outros, que verificarão se as propostas cumprem todos os requisitos exigidos. Ainda nessa primeira fase de análise dos projetos apresentados, as empresas inscritas farão uma apresentação em vídeo (pitch) na qual mostrarão de forma breve o estágio de desenvolvimento da proposta e sua aderência aos objetivos do edital, além de tentar promover a venda desse produto, abordando sua abrangência, ganhos para a sociedade e a indústria. A partir da documentação entregue e da solução apresentada no pitch, será formado um ranking dos melhores projetos. Os dez primeiros colocados estarão classificados para a segunda etapa.

Na segunda fase, as empresas selecionadas terão que entregar um plano de projeto para a análise da banca. A divulgação do resultado final está prevista para o dia 26 de junho, nos sites da Eletrobras e da Firjan. Do dia 29 de junho até 24 de julho, as empresas selecionadas formalizarão o plano de aceleração e assinarão contrato com a Firjan Senai, tendo o prazo de um ano e meio para dar um up grade (avanço) nesse produto, atingindo um nível mais alto de maturidade do que apresenta hoje.

Os outros editais serão concomitantes. A segunda chamada será um evento hackathon (maratona de programação que mexe com toda a área de tecnologia de uma empresa, podendo durar dias, com foco no desenvolvimento de soluções que possam impactar de alguma forma a organização, tanto interna quanto externamente). A terceira chamada de projetos está prevista para o final de 2020 e engloba soluções distintas de aplicação que contribuam para a melhoria do nível de eficiência energética. Aberta a startups, micro e pequenas empresas, a chamada tem por objetivo o “desenvolvimento de soluções de eficiência energética de caráter mais generalista”, acentuou Thales Terrola e Lopes. Em 2021, está previsto novo edital de hackathon. (Ag. BR)

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