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Professores identificados com pensamento de direita lançam movimento em Porto Alegre

Foi lançado na noite desta quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, o Movimento Docentes pela Liberdade (DPL). A iniciativa reúne professores identificados com o pensamento liberal ou de direita, e tem sido apresentado em pelo menos 10 cidades ao longo desta semana. Alguns temas de discussão são elevar a qualidade das universidades brasileiras, estimular a liberdade de pensamento nas instituições — onde o DPL avalia que prevalece a ideologia de esquerda e a intolerância a opiniões dissidentes — , além de incentivar parcerias com organizações privadas. De acordo com Júlio Van Der Linden, professor de Design da UFRGS e um dos diretores provisórios do movimento, as universidades, especialmente as federais, sofrem com políticas de estetização, populismo, burocracia e anti-empreendedorismo. “Nos últimos anos as instituições de ensino passaram a ser dominadas por um pensamento marxista e esquerdista, e isso tem levado a uma linha de intolerância e falta de liberdade”, afirma o docente. Em Porto Alegre, o DPL foi introduzido com a mesa-redonda “Universidade e Liberdade — A Liberdade de Pensar e Agir com Responsabilidade nas Universidades”. No Estado, são 48 participantes até o momento.  Idealizado pelo biólogo Marcelo Hermes Lima, professor da Universidade de Brasília (UnB), o DPL surgiu em maio deste ano com o objetivo de reunir docentes de direita e de centro, conservadores e liberais, que atuam em instituições brasileiras públicas e privadas de Ensino Superior. Também estão convidados a participar professores e alunos de unidades de Educação Básica. O grupo conta com 300 docentes de 24 Estados. A professora de fonoaudiologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Leticia Ribas é uma das participantes no Estado. Ela afirma que a instituição de ensino tem sofrido com restrições de parceria com organizações privadas para financiamento de pesquisas, e quem tem ideias conservadoras não tem liberdade para se manifestar.: “A universidade deveria ser um local de pluralidade de ideias, mas isso na prática não tem ocorrido”. 
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