Todos

Procuradoria Geral da República diz que mensagens hackeadas não provam a inocência de Lula

O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, afirmou, em parecer ao Supremo Tribunal Federal, que as mensagens hackeadas do celular do coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, são prova ilícita e, mesmo que pudessem ser utilizadas, não seriam “capazes” de provar a inocência do bandido corrupto e lavador de dinheiro Lula, presidiário em Curitiba.

O parecer foi entregue no âmbito de recurso da defesa do petista contra decisão do ministro Edson Fachin que rejeitou habeas corpus para libertá-lo e anular suas ações penais.

De acordo com a defesa, que queria o compartilhamento de provas dos celulares dos alvos da Operação Spoofing (que mira as invasões do Telegram de autoridades), notícias do site sujo The intercept teriam mostrado que Lula foi alvo de uma conspiração. Conspiração é o que foi comandado pelo americano produtor de filmes gays Glenn Greenwald).

O procurador Alcides Martins é contra o compartilhamento de provas da Spoofing, que também estão acostadas no inquérito do Supremo que mira supostas ameaças contra ministros da Corte.

“As mensagens trocadas no âmbito do Telegram foram obtidas por meios ilegais e criminosos, tratando-se de prova ilícita, não passível de uso no presente caso”. As mensagens citadas pela defesa, segundo o Procurador Geral da República, “não têm o condão de afastar o juízo de culpabilidade que levou às condenações de Luiz Inácio Lula da Silva nas ações penais n. 5046512-94.2016.4.04.7000 (referentes ao Triplex) e 5021365-32.2017.4.04.7000 (referentes ao Sítio de Atibaia), tampouco de demonstrar a inocência dele nos autos dos demais processos que ainda não possuem sentença condenatória”.

“Tais mensagens não contém qualquer elemento apto a afastar as teses acusatórias (e as provas que a sustentam) subjacentes a cada um desses processos – o que ocorreria, por exemplo, se de uma delas se extraísse que a principal prova que sustentou o decreto condenatório foi forjada”, escreve.

“No mesmo sentido, ainda que se admitisse a utilização, nestes autos, da “prova ilícita” de que ora se trata, isso não beneficiaria Luiz Inácio Lula Da Silva nos moldes pretendidos pelos impetrantes e, tampouco, teria o efeito de lhe devolver a liberdade”, afirmou. 

Compartilhe nas redes sociais:

Faça seu comentário