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Procuradoria Geral da República denuncia desembargadora que vendia sentenças na Bahia

Lindôra Araújo, subprocuradora-geral da República, denunciou hoje por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro a desembargadora baiana Sandra Inês Rusciolelli. Ela foi acusada de receber R$ 4 milhões por vender decisões judiciais no esquema de grilagem de terras no oeste da Bahia. Também foi denunciado o filho dela, Vasco Azevedo, e mais duas pessoas que participaram da negociação das sentenças fraudadas, bandidas.

Alvo da 5ª fase da Operação Faroeste, no mês passado, a desembargadora foi gravada afirmando que protege todo mundo e que os colegas do Tribunal de Justiça da Bahia sabem que ela defende a família, mesmo se estiverem errados. Na denúncia, apresentada ao Superior Tribunal de Justiça, Lindôra Araújo pediu a perda da função pública e o pagamento de R$ 4 milhões pelos acusados.

A Polícia Federal flagrou a entrega de R$ 250 mil ao filho Rusciolelli por intermediários do produtor rural Nelson Vigolo. Agentes encontraram R$ 35 mil no quarto dela, R$ 15,1 mil com um funcionário e R$ 208,8 mil em um carro de luxo. O dinheiro seria parte de uma propina por um voto dado em um julgamento em janeiro, que beneficiaria o produtor rural.

O pano de fundo do esquema é a disputa por terras na região oeste do estado, objeto da Operação Faroeste deflagrada em 2019. A desembargadora está presa e afastada do cargo desde o fim de março.

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