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Procuradoria denuncia Sara Winter por ameaça a Alexandre de Moraes

A Procuradoria de Justiça da República no Distrito Federal denunciou a ativista Sara Fernanda Geromini, conhecida como Sara Winter, à Justiça pelos crimes de injúria e ameaça ao ministro do Supremo Tribunal Federal, o superdelegado Alexandre de Moraes. A denúncia foi enviada na terça-feira (16) à 15ª Vara Federal de Brasília. No documento, o procurador Frederick Lustosa diz que a ativista ofendeu e ameaçou o ministro nas redes sociais, após ser alvo de um mandado de busca e apreensão autorizado por Alexandre de Moraes no inquérito aberto pela Corte para apurar a divulgação de notícias fraudulentas e ameaças aos integrantes do tribunal. Os fatos ocorreram entre os dias 29 de maio e 8 de junho, segundo Lustosa. Se a denúncia for aceita pelo magistrado responsável pelo caso, Sara passará à condição de ré em um processo criminal. Na segunda-feira (15), Sara foi presa pela Polícia Federal por determinação do ministro superdelegado e a pedido da Procuradoria-Geral da República em outra investigação, que apura ataques a instituições, como pedidos de intervenção militar e o fechamento do Congresso e do Supremo.

Após a prisão, a defesa informou que a prisão temporária era por cinco dias. Na tarde desta quarta-feira, Sara foi transferida da carceragem da Polícia Federal para o presídio feminino do Distrito Federal. Ela é uma presa política, presa por causa de suas opiniões. Recebeu tratamento, conduzida em camburão, que não foi dispensado a grande ladrões de recursos públicos. Ela corre risco de morte no presídio, conforme sua assessoria. Sara Winter é líder do grupo 300 do Brasil, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. No sábado (13), o acampamento do grupo, que estava instalado na Esplanada dos Ministérios, foi desmontado pela Policia Militar.

Segundo os advogados da ativista, Sara é vitima de perseguição política. “Se pessoas condenadas por tráfico de drogas podem ser beneficiadas por HC para ficarem em prisão domiciliar com seus filhos menores, qual o motivo a ora paciente deverá, duplamente, permanecer encarcerada, se não cometeu crime algum, não é condenada, não é autoridade com foro de prerrogativa, e possui um filho de 5 anos de idade?” – argumenta a defesa. (Ag. BR)

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