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Procuradora Janice Ascari diz que só agora Lava Jato está começando em São Paulo

Enquanto a Lava Jato já resultou em dezenas de condenações em Curitiba, Distrito Federal e Rio de Janeiro, em São Paulo a operação está só começando, segundo a procuradora regional Janice Ascari. Coordenadora da força-tarefa em São Paulo, ela diz que decisões recentes do Supremo Tribunal Federal de encaminhar para a Justiça paulista delações importantes e casos envolvendo políticos que antes tramitavam em outros lugares vão dar novo fôlego à operação.

Para dar conta da demanda, o Ministério Público Federal em São Paulo vai precisar de reforços, segundo ela. “Com a perspectiva de outras colaborações como a do Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS) casos de outros políticos em que já houve determinação do Supremo, mas ainda não chegaram em São Paulo, e de colaborações com outros países nós certamente vamos precisar de muito reforço de procuradores, servidores e equipamentos para trabalhar e contamos com o apoio do procurador-geral da República”.

De acordo com a procuradora, embora os primeiros processos da Lava Jato tenham chegado a São Paulo em 2017, somente há alguns meses o Estado passou a ter uma força-tarefa para tratar especificamente dos casos relacionados à operação. Até o início deste ano havia quatro procuradores responsáveis pelos casos da Lava Jato – nenhum deles com dedicação exclusiva, sem um espaço físico nem funcionários.

Hoje a Lava Jato paulista reúne nove procuradores, seis deles com dedicação exclusiva, além de servidores, salas e gabinetes: “A gente pode dizer que está constituído como uma força-tarefa mesmo a partir do começo deste ano, porque nem sala a gente tinha”.

De acordo com Janice, outra dificuldade é a falta de um fio condutor – a exemplo do que são a Petrobrás para os procuradores de Curitiba e a Eletronuclear, para os do Rio de Janeiro – que permita a unificação dos processos em uma vara da Justiça Federal. “Por isso, os casos estão espalhados por todas as varas”, disse.

Janice admite que essas peculiaridades passam para a população a impressão de que em São Paulo a Lava Jato não tem o mesmo ímpeto do que no Paraná. (OESP)

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