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Presidente de ONG ligada a facções criminosas ostenta relações com poderosos de Brasília

O Instituto Anjos da Liberdade, que entrou na segunda-feira com pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, é presidido pela advogada Flávia Fróes, que usa as redes sociais para mostrar sua influência em Brasília. Flávia Fróes tem sido recebida por ministros do Supremo Tribunal Federal, participado de debates na Câmara dos Deputados e organizado fóruns com famosos advogados de políticos encrencados na Lava Jato.

Em agosto, ela postou foto de um encontro com o capa preta Dias Toffoli, ao lado do presidente do Comitê dos Direitos da Criança da ONU, Luis Pedernera, e da secretária-executiva da Family for Every Child, Amanda Griffith. A reunião, segundo postagem no Facebook, ocorreu durante o “I Colóquio Internacional do Instituto Anjos da Liberdade”, realizado na Câmara dos Deputados e que contou com a presença de vários parlamentares, como a deputada petista Erika Kokay.

Em outubro passado, a advogada voltou a postar nas redes foto com a deputada federaç Rosângela Gomes, do Republicamos (ex-PRB), partido de Marcelo Crivella e Marcos Pereira. Flávia Fróes também ilustra a página de sua ONG com criminalistas famosos, como Kakay e Alberto Toron – este último responsável pela tese da “ordem das alegações finais” que levou o STF a anular a primeira sentença da Lava Jato.

Esses e outros advogados, assim como deputados de esquerda, são presenças constantes em eventos do Instituto Anjos da Paz e da Anacrim (Associação Nacional da Advocacia Criminal). Assim como o Instituto Anjos da Paz, a Anacrim está registrada como associação privada. Flávia Fróes divide o comando de ambas com o também advogado James Walker Junior. (O Antagonista)

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