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Policiais federais cobram investigação sobre Daiello em “negociações suspeitas”

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) afirmou nesta terça-feira, 9, cobrar “investigações sobre o suposto envolvimento do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e do ex-delegado Edmílson Pereira Bruno em negociação com policiais civis e militares investigados por sequestro e cobra lisura na apuração dos fatos”. A entidade é a maior da categoria dos policiais federais, e abriga 14 mil filiados. A entidade ressalta que a “empresa de bitcoins que contratou Daiello e Bruno é suspeita de ter cometido irregularidades”.

A Fenapef ainda diz que “as relações entre os delegados e as empresas para as quais prestam consultoria precisam ficar plenamente esclarecidas para que não restem dúvidas sobre a lisura e o caráter republicano que devem permeá-las”. “A entidade aguarda a completa apuração dos fatos, que ainda estão sob investigação. O nome do órgão Polícia Federal não deve ser usado em ações de “consultoria” fora da instituição e dos limites éticos e legais”.

Nesta terça-feira, 8, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo indiciou 12 envolvidos na suposta extorsão de um empresário do ramo de criptomoedas. Entre eles, policiais civis, empresários e policiais militares – o que inclui um tenente da Rota. Daiello e Edmilson Bruno não estão na lista. Eles confirmaram à Polícia terem sido escalados por seu cliente para negociar com os policiais que o extorquiram uma forma de fazer pagamentos a eles para que o assunto “acabasse ali mesmo”. Segundo ele, os agentes de segurança teriam agido a pedido de um desafeto.

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