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Polícia Federal faz operação contra venda de sentenças no Rio de Janeiro, desembargador Siro Darlan é um dos alvos

Policiais federais fizeram hoje (24) uma operação contra um esquema de vendas de sentenças na Justiça do Rio de Janeiro. O Setor de Inquéritos Especializados da Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. De acordo com a Polícia Federal, o esquema criminoso envolvia a negociação de medidas liminares deferidas pela Justiça mediante o pagamento de vantagens indevidas a autoridades públicas, ou seja, propina.

O STJ não deu mais informações sobre o processo, que tramita em sigilo. Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro confirmou que um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã de hoje, no gabinete do desembargador Siro Darlan. “A execução da medida foi acompanhada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, por determinação do STJ”, acrescenta o texto.

Siro Darlan é desembargador desde 2004, e é membro efetivo da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira como juiz, Darlan atuou também em duas varas da infância e juventude do Rio de Janeiro, além de ter atuado no Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente. O desembargador Siro Darlan é suspeito de vender um habeas corpus, em 2016, a Jonas Gonçalves da Silva. Investigado por integrar milícia, Jonas Gonçalves da Silva foi solto durante um plantão judiciário noturno. Pela liberdade, teria pago R$ 50 mil. Contratou como advogado Renato Darlan, filho do magistrado, também alvo de buscas e apreensão hoje.

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