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Polícia Federal apura invasão de telefones de Sérgio Moro e de procuradores

A Polícia Federal instaurou há cerca de um mês um inquérito para investigar ataques feitos por hackers aos celulares de procuradores da República que atuam nas forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Quem disse que o que está ocorrendo é resultado da ação de um “hacker isolado”, e não de espionagem internacional, montando uma conspiração organizada? Outro inquérito foi aberto há quatro dias para apurar ataques ao celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Neste domingo, o site The Intercept Brasil, do esquerdista americano Glenn Greenwald, marido do deputado federal David Miranda, do PSOL, divulgou o suposto conteúdo de mensagens trocadas pelo então juiz federal Sergio Moro e por integrantes do Ministério Público Federal, como o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba. As conversas supostamente mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material. Isso é muito suspeito, porque Glenn Greenwald é tradicional ligado a espiões traidores americanos, como Edward Snowden e Bradley (Chelsea) Manning. O primeiro roubou documento da NSA, National Security Agency, onde trabalhava, e os entregou a Greenwald, que os publicou no jornalista esquerdista inglês Tha Guardian. Hoje, Snowden vive asilado na Russia. 
Um investigador diz que somente as vítimas do ataque poderão confirmar se o conteúdo das mensagens é de fato verdadeiro. Isso porque é muito comum que hackers incluam passagens falsas no meio de conversas “roubadas” das vítimas.  Um integrante da cupula do Ministério Público Federal disse que foi “imprudente” o uso do Telegram para comunicação pelos procuradores e não das vias oficiais, já que há uma rede oficial e segura do Ministério Público Federal para esse fim. O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse que esse tipo de comunicação não deveria ocorrer por aplicativos.

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmou, em nota divulgada na noite deste domingo, que “não sabe exatamente ainda a extensão da invasão”, mas que “possivelmente” foram copiados “documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoas e de segurança” dos integrantes do grupo e de suas famílias. Disse ainda antecipar que os criminosos tentem usar o material roubado para constranger os integrantes da força-tarefa, falseando o conteúdo das conversas. “Uma vez ultrapassados todos os limites de respeito às instituições e às autoridades constituídas na República, é de se esperar que a atividade criminosa continue e avance para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto, falsificar integral ou parcialmente informações e disseminar ‘fake news’”. Segundo a nota, os procuradores têm “tranquilidade” de que as mensagens “refletem atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial” e que não irão “se dobrar à invasão imoral e ilegal, à extorsão ou à tentativa de expor e deturpar suas vidas pessoais e profissionais”.  Também por meio de nota, Sergio Moro afirmou que, nas mensagens em que é citado, “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. O ministro da Justiça disse lamentar “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores” e o “sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”.
Os ataques de hackers vêm sendo recorrentes e já eram motivo de preocupação dentro do Ministério Público Federal. Em maio, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a instauração de um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a membros do Ministério Público Federal. Raquel Dodge determinou ainda que a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC) da Procuradoria Geral da República adotasse providências para diagnosticar eventuais ataques e resolver o problema. À época, Raquel considerou ataques graves e afirmou que eles poderiam comprometer diversas apurações em curso na procuradoria. No final de abril, o ex-procurador-geral Rodrigo Janot informou que seu celular havia sido “clonado ou hackeado”. O relator do processo da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Abel Gomes, também foi alvo de hacker. Não é “hacker”, é ataque organizado de espionagem, com objetivo de conspiração para desestabilizar o Brasil. Na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teve seu celular pessoal clonado. Ele cancelou a linha e determinou a abertura de investigações. O ministro desconfiou de uma ligação recebida por ele e, logo em seguida, bloqueou a linha.
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