Todos

Polícia Federal aponta ataque organizado em invasão de hackers a membros da Lava Jato

A Polícia Federal suspeita que os ataques de hackers em celulares de pessoas ligadas à Lava Jato tenham sido realizados de forma orquestrada, por um mesmo grupo. Embora as investigações ocorram de forma individual, a Polícia Federral identificou um padrão nos casos em andamento. Há até agora quatro inquéritos abertos para apurar as invasões, em Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, incluindo o que envolve o ministro de Justiça, Sergio Moro. Os hackers tiveram acesso a um aplicativo específico de mensagens, o Telegram, e o fizeram depois da realização de telefonemas para o celular que seria alvo. Os primeiros relatos são de abril. A suspeita é a de que os ataques tenham sido feito utilizando uma ferramenta que consegue roubar dados do usuário e, assim, acessar o aplicativo ao mesmo tempo que o próprio dono, sem precisar ter acesso físico aos aparelhos e sem precisar instalar programas espiões. Seria, na verdade, uma espécie de clonagem, que se aproveita de brechas de segurança. Pelo que foi apurado até agora, esse tipo de instrumento que pode ter sido usado no episódio das pessoas ligadas à Lava Jato seria de baixo custo, o que pode facilitar a comercialização e, portanto, mais ataques.
O Telegram respondeu em inglês que “não há evidência de nenhuma invasão”. “É mais provável que tenha sido malware ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas”. O governo Jair Bolsonaro adotou cautela em relação ao vazamento das conversas. A equipe do presidente quer evitar movimentos prematuros, antes que fique clara a dimensão completa do caso. 
Compartilhe nas redes sociais: