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Polícia de Brasília prende homem que tentou extorquir deputado federal

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na quinta-feira, em flagrante, um homem que tentava extorquir o deputado federal Luis Miranda (DEM). Segundo as investigações, Daniel Luís Mogendorff mantinha contato com Luis Miranda há pelo menos um mês. Ele exigia R$ 760 mil em troca de promessas de parar publicações produzidas por um grupo de youtubers que atacava o político nas redes sociais. Daniel Luis Moggendorff mora em Tel Aviv e desembarcou na quarta-feira em Brasília para jantar com o deputado.

Luis Miranda, no entanto, já havia comunicado a polícia sobre o encontro, e muniu-se de microfones e câmeras escondidas para flagrar a extorsão. O criminoso foi detido pela policia quando chegou ao hotel em que estava hospedado. Em audiência de custódia, na sexta-feira, a Justiça converteu a prisão de Daniel Mogendorff em preventiva.

A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) considera que Daniel Luís Mogendorff, de 35 anos, é chefe de uma organização criminosa acusada de ataques virtuais e extorsões.Ele determinava como os comparsas deveriam agir. “Era o mandante. Durante o jantar com o parlamentar, chegou a ligar para um dos youtubers e mandou apagar o vídeo, para mostrar seu poder sobre os outros”, ressaltou o delegado Giancarlo Zuliani Júnior. Outra demonstração de sua influência: “Daniel, que veio do Uruguai e tem passaporte alemão, alegava também que uma reportagem seria divulgada em rede nacional contra Luis Miranda e, mediante pagamento, poderia barrar. Na filmagem, ele disse conhecer pessoas da emissora”.

De acordo com Giancarlos Zuliani, o suspeito afirmou que deixou Israel e desembarcou no Brasil, na quarta-feira, para fazer um trabalho de edição de vídeo para um cliente. “Ele disse que, pelo serviço, receberia R$ 360 mil. Sabemos que é um valor muito alto para esse trabalho. Por isso, não acreditamos”, disse o delegado.

Segundo Zuliani, a apreensão do telefone celular que estava em poder do suspeito poderá contribuir de forma substancial com as investigações. “É uma fonte rica em informações e que poderá revelar novos detalhes de como esse grupo agia”, disse. A polícia aguarda quebra de sigilo para saber do conteúdo. Sobre as afirmações do youtuber durante a conversa com Luis Miranda de que um desembargador do Distrito Federal teria recebido dele cerca de R$ 250 mil para reter o passaporte do deputado, Daniel Mogendorff se manteve em silêncio e não quis responder as perguntas do delegado.

A respeito de outros integrantes da organização criminosa, Giancarlos explicou que todos foram indiciados, mas vivem atualmente nos Estados Unidos. “Isso não irá impedir a continuação do processo penal. Caso sejam julgados e condenados à revelia, poderão ser presos caso pisem em solo brasileiro”, disse.

A DRCC ainda não tem detalhes sobre Daniel, mas pedirá informações para a embaixada de Israel: “Sabemos muito pouco ainda. Precisamos identificar o que ele faz, onde mora, por exemplo”. Ele responderá por extorsão, na prisão em flagrante, e por associação criminosa em outro inquérito.

Em janeiro, o deputado já havia feito denúncias contra três youtubers que estavam produzindo vários vídeos contra ele. “Mas tratamos como crime de menor potencial ofensivo. Só finalizamos o inquérito e encaminhamos à Justiça”, destacou o delegado. Em julho, o deputado voltou à delegacia para mostrar que essas ações, ao contrário do que foi pensado anteriormente, eram orquestradas. “Pessoas que estavam já na investigação do começo do ano apareceram novamente, junto ao nome de Daniel”, afirmou o delegado.

Daniel desembarcou em Brasília na quarta-feira (04/09/2019), supostamente para receber o dinheiro cobrado do deputado. Porém, ele não esperava que Miranda comunicasse à Polícia Civil do Distrito Federal o encontro. Diante da possibilidade de um flagrante, os investigadores prepararam o parlamentar. Nas roupas de Miranda, instalaram microfones e câmeras invisíveis. Um dos botões da camisa, por exemplo, serviu para esconder uma filmadora que registrou a extorsão.

Durante a reunião, que ocorreu no restaurante Coco Bambu do Lago Sul, o suspeito, sem saber que era gravado, teria confessado uma série de crimes, inclusive o de lavagem de dinheiro para políticos influentes por meio da venda de diamantes. Instruído pela polícia, para caracterizar o flagrante, o deputado disse ao criminoso que daria somente R$ 4 mil de sinal e depois repassaria o restante. Nesse instante, mais de 20 agentes à paisana monitoravam o encontro.Após guardar o dinheiro, o homem entrou em um carro e se dirigiu ao Hotel Carlton, no Setor Hoteleiro Sul, onde foi detido pela equipe de policiais.

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Comments (1)

  1. Verdade ou não, mas não se enganem com esse Luis Miranda… existem muitos boatos negativo, na internet, a respeito dele… tem fama de estelionatário. Foi eleito, porque pegou carona no Bolsonaro… dizia que iria apoiar Bolsonaro, etc. Eu não colocaria minha mão no fogo!

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