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Pentágono afasta de comando de porta-aviões capitão que pediu a evacuação devido ao virús da China

O capitão do porta-aviões nuclear americano USS Theodore Roosevelt, removido da função por condução do surto de covid-19, o virus da China, registrado no navio, foi aclamado como herói pelas tropas em sua partida, segundo vídeos publicados nesta sexta-feira, 3, em redes sociais. As imagens mostram o capitão Brett Crozier – removido do cargo ontem, depois que sua carta de advertência à Marinha vazou para a imprensa – deixando o navio enquanto passava por dezenas de marinheiros, que o homenagearam com saudações militares, gritos e aplausos. O comandante cumprimentou a tripulação e entrou em um carro que o aguardava.

Em carta de quatro páginas a seus superiores, que chegou ao San Francisco Chronicle, Crozier pediu a retirada imediata dos quase 5 mil militares do navio, após o registro de vários casos de virus da China. Ou seja, ele queria a evacuação total da embarcação e a sua inativação. “Não estamos em guerra. Os marinheiros não precisam morrer”, diz a carta, publicada na última terça-feira pelo jornal californiano, localizado em San Francisco.

O secretário da Marinha, Thomas Modly, não gostou da carta. “Não estamos em guerra no sentido literal, mas tampouco estamos completamente em paz”, comentou Modly, em entrevista coletiva, na quinta-feira. Ele chegou a anunciar a remoção do capitão. No entanto, após a grande repercussão negativa da decisão, Modly voltou atrás nesta sexta-feira e disse que Crozier será apenas “transferido”. Modly disse que 114 casos de coronavírus foram registrados na tripulação até agora, mas nenhum grave, e que Crozier exagerou quando sugeriu que os marinheiros morreriam sem uma ação rápida.

“Crozier mostrou ter um julgamento extremamente deficiente em meio a uma crise”, disse Modly. O Pentágono pede aos militares que expressem suas críticas a seus superiores, respeitando as patentes. O Exército americano reclama que o capitão permitiu que sua carta chegasse à imprensa ao enviá-la com cópia para dezenas de pessoas. É óbvio que o capitão Brett Crozier violou regulamentos militares. Além disso, indicou o Pentágono, o comandante tomou a decisão de dar cinco dias de folga para suas tropas na última escala do Theodore Roosevelt, no começo de março, no Vietnã, quando o coronavírus atingia a Ásia.

O Roosevelt, um dos dois porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos no oeste do Pacífico, está agora atracado em Guam, onde a maioria da tripulação está sendo alojada em terra para descontaminar o navio. Ao chegar a bordo do porta-aviões Theodore Roosevelt, o surto de coronavírus prejudicou uma peça-chave da prontidão militar dos Estados Unidos. Esse capitão deveria ser conduzido a um conselho de guerra por suas ações.

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