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OPINIÃO VIDEVERSUS – comentário do jornalista Vitor Vieira – A escolha de embaixadores é prerrogativa exclusiva de Bolsonaro, e não precisa ser diplomata

Superada a votação da reforma da previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados, com os mercados animados com este resultado, o cenário nacional é agitado pela grande mídia e pela classe política devido à intenção de Jair Bolsonaro indicar seu filho Eduardo para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Nunca antes na história deste País, parodiando o preso de Curitiba, a indicação de um nome para embaixador do Brasil criou tanta celeuma. Antes de mais nada é preciso acentuar que isso ocorre por falta do que falar e votar. Para começar, vamos deixar claro que não há qualquer impeditivo legal, de qualquer ordem, para Eduardo Bolsonaro ser indicado embaixador. Este título, de “embaixador”, é conferido ao chefe de uma Embaixada, Missão Diplomática e Representações junto a Organismos Internacionais, tais como a Unesco, a FAO, a Comissão de Direitos Humanos.Para ser embaixador não é necessário que ele pertença à carreira diplomática. 
É prerrogativa exclusiva do Presidente da República indicar embaixadores, e qualquer cidadão pode ser designado. Assim como é prerrogativa do Presidente da República indicar ministros para as Cortes Superiores, Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, e para os Tribunais Federais Regionais. É também prerrogativa exclusiva do Presidente da República indicar o nome para chefiar a Procuradoria Geral da República. Em todos esses cargos não se requer do Presidente da República que ele indique apenas nomes oriundos das respectivas carreiras. Ou seja, um nome indicado pelo presidente para o Supremo, STJ ou TRFs, não precisa ser juiz. É exigido que essa indicação cumpra apenas dois requisitos: tenha bom nome e notória capacidade para o cargo para o qual está sendo indicado. Por exemplo, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, era um insignificante advogado do PT, assessor jurídico do bandido petista mensaleiro José Dirceu, depois alçado a Advogado Geral da União, o que “criou”, para ele, a auréola de competência. Mas a sua incompetência já tinha sido estabelecida quando rodou duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau. Além disso, enfrentava problemas judiciais. Nada disso foi impeditivo para seu nome ser sabatinado e aprovado pelo Senado Federal. 
O ministro Marco Aurélio Mello, nomeado ministro por seu primo, o então presidente da República Fernando Collor de Melo, que tem uma longa história de questionamentos sobre nepotismo, rapidamente levantou sua voz para dizer que a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil em Washington deverá ser barrada por configurar caso de nepotismo. Ora, o Supremo mesmo já cansou de decidir em outros casos que a nomeação de parentes para cargos políticos não é nepotismo, porque nesses casos eles são agentes políticos. O próprio Marco Aurélio Melo melhor faria se ficasse quieto a esse respeito. É muito recente o caso da indicação de sua filha Letícia de Santis Mendes de Farias Mello para desembargadora do Tribunal Regional Federal. Também seria de se perguntar qual o papel do pai de Marco Aurélio Melo em sua carreira jurídica. 
Com a Constituição de 88, um grande acordão entre as elites nacionais, com a participação muito ativa dos corporativismos estatais, ganhou vulto a idéia de independência de vários órgãos, que escapariam do controle político da sociedade e teriam vida autônoma. O Judiciário ganhou autonomia administrativa e financeira. E assim chegamos a absurdos de o Judiciário receber sempre a sua dotação orçamentária, pouco importando se o orçamento realmente se realiza em termos de arrecadação ou não. O que vale é o que foi escrito, e não o que foi arrecadado. O Ministério Público no Brasil ganhou também a independência administrativa e financeira. Tecnicamente, é um órgão do Poder Executivo, mas, desde 1988, os seus quadros têm trabalhado intensamente, o tempo inteiro, para o órgão se transformar no Quarto Poder da União. 
E por aí vai essa onda vociferante das corporações no Brasil. No Itamaraty, que cuida das Relações Externas do Brasil, implantou-se também essa pretensão de que os cargos de embaixadores só possam ser exercidos por diplomatas de carreira. Essa pretensão de consolidou pelas nomeações de embaixadores em Washington sempre dos quadros diplomáticos, o que ocorreu desde 1988, como fruto daquele grande acordão da Constituinte. José Sarney indicou Marcílio Marques Moreira, de 1986 a 1991. Fernando Collor de Mello indicou Rubens Ricúpero, de 1991 a 1993; Itamar Franco indicou Paulo Tarso Flecha de Lima, de 1993 a 1999; Fernando Henrique Cardoso nomeou Rubens Barbosa, 1999 a 2004;o bandido corrupto Lula nomeou Roberto Pinto Ferreira Abdenur, entre 2004 e 2007, e depois o inqualificável Antonio Patriota, para o período entre 2007 e 2009. Já a mulher sapiens petista Dilma Rousseff nomeou Luiz Alberto Figueiredo. Durante 14 anos do regime petista, a diplomacia do Brasil foi conduzida por ventríloquos, porque o verdadeiro chanceler tinha um gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto, e se chamava Marco Aurélio Garcia. Era um comunista trotskista gaúcho, ex-dirigente do POC (Partido Operário Comunista), ex-dirigente da 4ª Internacional Comunista, em Paris. Marco Aurélio Garcia foi desde sempre o principal executivo do Foro de São Paulo, internacional comunista criada por Fidel Castro e Lula. 
Os senadores cretinos do Brasil, na sua imensa maioria, nunca questionaram os candidatos indicados pelo petismo a cargos de embaixadores do Pais a respeito das ações do Foro de São Paulo. E enquanto isso, por omissão, davam livre caminho à ação criminosa do Foro de São Paulo. Prestaram-se a apoiar a política criminosa de negócios com Cuba, Angola, Venezuela, Bolívia, Equador, só ditaduras comunistas tremendamente corrompidas e ligadas ao tráfico de drogas. Essa gente do Senado Federal tem agora a petulância de questionar a decisão de Jair Bolsonaro de indicar seu filho Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A principal alegação é de que ele não reuniria condições técnicas para o exercício do cargo. 
Vejamos. Em primeiro lugar, Eduardo Bolsonaro é um deputado federal com quase dois milhões de votos obtidos do eleitorado paulista, do Estado mais desenvolvido e progressista do Brasi. Isso já seria a maior recomendação de todas. Em segundo lugar, depois de ter sido deputado estadual em São Paulo, ele preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Em terceiro lugar, desde antes do começo do governo de seu pai, ainda no período de transição, desempenhou vários encargos internacionais, de contatos com altas autoridades mundiais, tendo se desempenhado muito bem nessas missões. 
Por trás da indicação de Jair Bolsonaro de seu filho Eduardo Bolsonaro para e embaixada emblemática do Brasil nos Estados Unidos estão coisas que o Presidente da República não diz, e sinaliza com a escolha que está fazendo. Significa dizer que ele quer uma mudança total de orientação nas relações do Brasil com o resto do mundo. E isso começa por passar a dizer não em organismos da ONU notoriamente esquerdopatas, como a Unesco, dominada pelo criminoso pensamento piagetiano, que destrói a educação no mundo ocidental; pela FAO, organização criada para tratar de assuntos agrícolas, alimentares, e que virou outro antro da esquerdopatia mundial, especialmente do terrorismo ambiental; e a desgraça representada pela Comissão de Direitos Humanos, que tem como principal alvo Israel, enquanto fecha os olhos para tudo quanto é governo genocida, bandido, assassino e verdadeiramente desrespeitador dos direitos humanos. 
A indicação de Eduardo Bolsonaro também significa dizer ao Itamaraty, ao elitismo brasileiro, às corporações estatais, que Jair Bolsonaro não confia nos quadros do Ministério das Relações Exteriores para o cumprimento das missões que ele deseja que sejam realizadas. E tem mesmo todos os motivos para manter as maiores reservas, as maiores desconfianças, a respeito desses quadros do Itamaraty, cheios de maneirismos e dominados pelo pensamento terceiro-mundista, multiculturalista, e mais uma tripa dessas porcarias ideológicas. 
O único problema verdadeiro quanto à indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos Estados Unidos é a questão da representatividade popular. Ele foi eleito com quase dois milhões de votos de eleitores paulistas. Esses eleitores não o escolheram por acaso, votaram nele porque acolheram o seu ideário. E agora ficariam desprovidos de representação. Isso é um problema grave, porque representaria um abandono da representação alcançada por meio do voto. E um dos problemas mais graves que o Brasil enfrenta, e que levou Bolsonaro ao Palácio do Planalto, é exatamente a falta de representatividade política dos brasileiros. É um caso para ser muito pensado, mas nunca com os argumentos dos cretinos reunidos no Senado Federal, no Itamaraty, na grande imprensa nacional e outros setores que pretendem se apresentar como a inteligência do Brasil, essa inteligência que ajudaram a destruir nos 14 anos de regime criminoso do PT.
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