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Operação Greenfield pede R$ 825 milhões por fraudes com recursos da Petros

A força-tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal, apresentou à 22ª Vara de Justiça Federal, nesta segunda-feira, 30, uma ação civil de improbidade contra 13 investigados, as empresas Providax Participações e V55 Empreendimentos e a massa falida do banco BVA, pedindo R$ 825 milhões por danos causados ao fundo de pensão Petros.

O valor considera a necessidade de devolução dos recursos e reparação de danos morais e sociais – equivalente ao triplo do valor supostamente desviado, sem prejuízo do pagamento de multa – pelos envolvidos. Além do montante, a força-tarefa pediu que a perda de funções públicas dos citados, a suspensão de seus direitos políticos e a proibição de que contratem com o poder público direta ou indiretamente.

As irregularidades já haviam sido objeto de denúncia enviada à Justiça em abril deste ano – as treze pessoas citadas no âmbito da ação de improbidade respondem também criminalmente pelas ilegalidades. A peça relata que, entre 2011 e 2012, quatro diretores da Petros autorizaram, ao todo, a compra de R$ 95 milhões em Cédulas de Crédito Bancário da Providax Participações, por meio de “negociação fraudulenta e previamente combinada”.

Nesse contexto, o banco BVA afigurava-se como estruturador e agente de cobrança das operações. Segundo as investigações, os investimentos realizados pela Petros ocorreram em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas pela Providax.

A força-tarefa alega que os citados violaram princípios de cuidado, de rentabilidade e de segurança dos investimentos uma vez que teria aprovado as operações de aquisição das CCBs sem realizar estudos técnicos e análises necessárias. Os procuradores indicaram ainda que os envolvidos agiram mediante um acordo prévio e não-oficial com os administradores do Banco BVA e da Providax, “a fim de obterem vantagens pessoais, deixando de agir com diligência com os recursos do fundo e incorrendo em atos de improbidade administrativa”.

Com relação à V55, a força-tarefa indica que a diretoria da Petros autorizou a compra de R$ 51 milhões em CCBs, por meio da operacionalização do banco BVA. A empresa era controlada por um sócio do banco, aponta o Ministério Público Federal.

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