BrasilEconomiaEnergiaTodos

ONS vê maior retração de carga de energia em junho no País e mais chuvas no Sul

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu levemente as projeções para a demanda por energia no Brasil em junho e agora prevê uma retração de 4,6% na comparação anual, de acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira. Na semana anterior, o órgão havia projetado recuo de 4% na carga de energia, em meio ao relaxamento em diversos Estados de medidas de isolamento adotadas para conter a disseminação da pandemia de coronavírus. As menores expectativas agora decorrem principalmente de uma revisão na região Sul, onde o ONS passou a esperar recuo de 4,6%, na carga, contra queda de 2,1% na previsão anterior.

No Nordeste também houve piora do cenário, que agora aponta para demanda 3,7% menor, contra queda de 2,9% esperada antes. O Sudeste, principal polo econômico, teve a projeção mantida estável, em retração de 5,2%, a maior prevista entre as regiões do País. O ONS também divulgou projeções para as chuvas nos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração no Brasil, com boas expectativas na região Sul, que passou por forte seca desde meados de 2019. A área das hidrelétricas do Sul deve receber precipitações em 70% da média histórica em junho, disse o ONS, contra 36% na semana anterior.

No Sudeste, que concentra os maiores reservatórios, as chuvas estão estimadas em 76% da média, contra 74% antes. Com a melhoria nas previsões de chuva e a menor carga esperada nessas regiões, houve queda nos preços spot da energia, ou Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado no mercado de curto prazo de eletricidade. O PLD nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul para a próxima semana será de 119,63 reais por MWh no patamar de carga médio, contra 130,55 reais na semana anterior, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No Norte e no Nordeste, os preços tiveram leve alta, para 89,07 reais, contra 86,21 reais anteriormente.

O ONS reduziu levemente as projeções de chuva nessas regiões, para 111% da média no Norte e 74% no Nordeste, contra 114% e 78% anteriormente. (Money Times)

Compartilhe nas redes sociais:

Faça seu comentário