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Odebrecht, campeã mundial da corrupção, entra com pedido de recuperação judicial

A muito corrupta empreiteira baiana Odebrecht S.A. (ODB) formalizou hoje (17) pedido de recuperação judicial na Justiça do Estado de São Paulo. Segundo o grupo Odebrecht, o pedido de recuperação ajuizado contempla R$ 51 bilhões de créditos concursais, excluídos os créditos entre as próprias empresas do grupo e créditos extraconcursais. “Tanto as empresas operacionais como as auxiliares e a própria ODB continuam mantendo normalmente suas atividades, focadas no objetivo comum de assegurar estabilidade financeira e crescimento sustentável, preservando assim sua função social de garantir e gerar postos de trabalho”, diz, em nota, a Odebrecht. O pedido de recuperação judicial exclui as sociedades Braskem S.A., Odebrecht Engenharia e Construção S.A., Ocyan S.A., OR S.A., Odebrecht Transport S.A., Enseada Indústria Naval S.A., assim como alguns ativos operacionais na América Latina e suas respectivas subsidiárias. Também estão fora do pedido a Atvos Agroindustrial S.A., que já está em recuperação judicial, e a Odebrecht Corretora de Seguros, Odebrecht Previdência e Fundação Odebrecht. O grupo Odebrecht, que chegou a ter mais de 180 mil empregados há cinco anos, hoje conta com 48 mil. A Odebrecht atribui esse resultado à “crise econômica que frustrou muitos dos planos de investimentos feitos pela ODB, ao impacto reputacional pelos erros cometidos e à dificuldade pela qual empresas que colaboram com a Justiça passam para voltar a receber novos créditos e a ter seus serviços contratados”. 

No pedido de recuperação judicial, a Odebrecht responsabiliza a Lava Jato por sua quebra – e não as práticas criminosas que turbinaram um crescimento virtual e insustentável. A companhia fala do “envolvimento de integrantes do Grupo Odebrecht na Lava Jato” e não no “Petrolão”; que a repercussão negativa dificultou o acesso ao crédito e a conquista de novos projetos no Brasil e no Exterior. Diz que o grupo “não mediu esforços para adotar medidas visando a reparar os danos causados e a aprimorar seu compromisso com as práticas empresariais éticas e com a transparência no relacionamento com agentes públicos e privados”. E ainda que, apesar dos acordos de colaboração e leniência firmados, o grupo continua com dificuldade de acesso a financiamentos, “em especial com instituições financeiras públicas”.

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