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O caloteiro Corinthians protocola na Justiça pedido de suspensão do processo de cobrança da Caixa Econômica Federal

O departamento jurídico do Corinthians entrou nesta sexta-feira com pedido de embargo ao processo movido pela Caixa Econômica Federal. O clube pede a suspensão da execução judicial, a retirada do nome da Arena Itaquera S/A do Serasa e a designação de audiência de conciliação. O diretor jurídico do clube, Fábio Trubilhano, diz que o Corinthians considera excessivo os juros cobrados pelo banco no processo que corre na 24ª Cível Federal de São Paulo.

“As tratativas entre o Corinthians e a CEF estão em andamento e acreditamos que a melhor solução para ambas as partes é o acordo. Porém, em razão da necessidade de atender ao prazo processual, apresentamos Embargos à Execução demonstrando a existência de capitalização de juros excessiva e cobrança de encargos indevidos, entre outros aspectos. Ofertamos a título de garantia as quotas do fundo e esperamos que a Execução seja suspensa”, escreveu.

A Caixa Econômica Federal cobra R$ 536 milhões do clube na Justiça por causa do atraso de seis meses no pagamento das parcelas da arena. No dia 23, o banco anexou ao processo o pedido de bloqueio das contas da Arena Itaquera até que o valor total seja quitado.

A empresa foi criada para obter o financiamento por meio do BNDES. Enquanto acontece a briga judicial, o Corinthians e a Caixa Econômica negociam um novo acordo amigavelmente. A primeira reunião aconteceu na última terça-feira, em Brasília, e contou com a presença dos responsáveis financeiros de cada lado. A diretoria do clube diz ainda não ter uma proposta formalizada de quanto e como pretende quitar essa dívida. A intenção é assinar contrato com juros mais baixos e nos moldes do que estava verbalizado entre Andrés Sanchez e a gestão anterior do banco, mantendo o prazo final do pagamento em 2028.

O contrato inicial feito via BNDES previa juros em torno de 9%, com aumento para 12% em caso de inadimplência. Andrés costuma reclamar que o clube paga as maiores taxas se comparadas com as outras arenas erguidas para a Copa de 2014. No entanto, afirma também que o clube pode e consegue pagar essa dívida.

O Corinthians pretende pagar entre novembro e fevereiro o valor de R$ 2,5 milhões por serem meses com menor número de jogos na temporada e no restante do ano desembolsar algo em torno de R$ 6 milhões. A acordo continuaria com validade até o término de 2028. Ou seja, descontando os juros, o clube deve pagar nos próximos nove anos cerca de R$ 522 milhões. Na terça-feira, a Caixa Econômica Federal pediu na Justiça a falência do conglomerado propineiro baiano Odebrecht, o maior grupo corruptor do mundo inteiro.

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