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Número de instalações solares instaladas no Rio Grande do Sul dobra em 2019

O Rio Grande do Sul teve um salto este ano na implantação de mini ou micro usinas solares, para gerar a própria energia, tanto na área urbana quanto no interior. Foram 8 mil unidades desde o início de 2019, mais que o dobro das instaladas nos últimos cinco anos. Os valores mais acessíveis, e a economia na conta de luz são os maiores atrativos. Em janeiro de 2014, o Rio Grande do Sul tinha somente 32 residências ou empresas com energia solar instalada. Atualmente, são mais de 15,5 mil usinas. Isso coloca o Rio Grande do Sul em segundo lugar em número de aparelhos instalados, atrás apenas de Minas Gerais. Desde 2012 é possível usar os equipamentos para gerar a própria energia, graças a uma norma da Agência Nacional de Energia Elétrica, com o uso de fontes renováveis. O excedente é compartilhado com a rede de distribuição.

Número de usinas instaladas por ano:
2014 – 32
2015 – 151
2016 – 655
2017 – 1.637
2018 – 4.982
2019 – 8.116
Total: 15.573

Na conta, a diferença é notável. O funcionário público Claudio Severo é um dos que adotou as usinas. “É uma economia bem substancial, deve ter baixado assim na média mais ou menos de R$ 400,00 para R$ 100,00 por mês”. No meio rural, a usina também ganhou preferência dos consumidores. “Nós podemos notar que nos últimos três anos a procura no meio rural também aumentou consideravelmente, eu te diria que quadruplicou a procura”, diz o empresário Fernando Ferst.

Em uma propriedade de Cruz Alta, no Noroeste do Rio Grande do Sul, o segundo maior custo é o consumo de energia. A solução foi instalar o sistema para atender toda a demanda de luz que a propriedade precisa. “A gente vai acabar reduzindo aí em torno de 100% a despesa com energia em vista do investimento na energia solar”, conforme o gerente de pós-colheita, Paulo Eduardo Ruberto.

E a agricultora Marise Tereza Schmidt, de Santo Cristo, também optou pelo gerador. No dia em que ela recebeu a primeira conta de luz após a instalação, ela comemorou. “Não via a hora de saber os resultados e agora estou bem mais alegre”, afirmou. Para instalar o sistema, ela teve auxílio da Emater, que ajudou na elaboração do projeto e também encaminhou o financiamento. O órgão quer incentivar o produtor a utilizar a tecnologia. “A proposta da Emater é que cada vez mais o produtor fique no campo e que mais dinheiro fique no bolso, para isso a gente está desenvolvendo algumas técnicas. Uma delas é a energia alternativa”, diz Vanderlei Neuhos.

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