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Navio Almirante Maximiano parte rumo à Antártica para inauguração da nova base científica

O navio Almirante Maximiano partiu de Punta Arenas, cidade chilena que fica no extremo sul do continente sul-americano e que serve de base para os navios que partem em direção ao continente gelado. A viagem serve para a inauguração da nova base científica do Brasil, a reinauguração da Estação Brasileira Comandante Ferraz.

Na região, as condições climáticas são severas e extremamente inconstantes. Além disso entre Punta Arenas e a Antártica fica o Estreito de Drake, ponto de encontro dos oceanos Pacífico e Atlântico. A região é considerada a mais perigosa do mundo para a navegação. As ondas podem chegar a 11 metros de altura e o vento ultrapassar os 200 quilômetros por hora. Um cenário assustador que já provocou o naufrágio de mais de 800 navios e deixou 10 mil marinheiros mortos.

Desde que foi comprado pela Marinha brasileira em 2009 o navio Almirante Maximiano fica seis meses por ano na Antártica e neste período precisa passar várias vezes pelo estreito. O Comandante do Navio, o Capitão de Mar e Guerra Cândido Marques, admite que a região realmente é perigosa mas tranquiliza os marinheiros de primeira viagem. “O Drake é um lugar com o mar extremamente revolto, mas o Almirante Maximiano tem equipamentos modernos de segurança e a operação na região conta com o suporte da equipe de meteorologistas da Marinha que analisam o melhor momento para passar pelo estreito”.

O Almirante Maximiano é utilizado para transportar pesquisadores brasileiros que desenvolvem estudos na Antártica e militares que trabalham na Estação Comandante Ferraz. Para auxiliar os cientistas o navio conta com 5 laboratórios e equipamentos de pequisa. O Capitão de Corveta Vitor Pimentel, que é o Chefe de Operações do Almirante Maximiano, diz que entre os materiais científicos estão sensores que podem coletar informações do mar em regiões de até 8 mil metros de profundidade.

“Os pesquisadores a bordo do navio usam estes dados para atualizarem as cartas náuticas da Antártica e também nos estudos oceanográficos sobre a região mais desconhecida do planeta”. Desde o fim da tarde de terça-feira (7), o Almirante Maximiano se aproximou da cidade de Porto Willians, no Chile, último local seguro antes do Estreito de Drake. O navio fundeou, com toda a tripulação esperando a bordo pela melhora das condições meteorológicas no mar para seguir viagem. (Ag. BR)

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