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Morre o genial cantor e compositor João Gilberto, aos 88 anos, o grande inventor da bossa nova

O cantor e compositor baiano João Gilberto, um dos criadores da bossa nova, morreu neste sábado, 6, segundo uma postagem de seu filho João Marcelo nas redes sociais. “Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência. Agradeço minha família por estar aqui por ele”, escreveu o filho do cantor. 
João Gilberto era o próprio violão. Calado para o mundo, ruidoso consigo mesmo, percutia as ideias em sua caixa de ressonância de forma que só quem estivesse próximo o escutasse. Na vida em monastério que adotou por anos, seguia invisível e em total silêncio, abrindo a porta de seu apartamento apenas para poucos, como a filha Bebel Gilberto, a ex-namorada Claudia Faissol e sua filha com ela, Lulu. João não estava pronto para se tornar um gigante. Nunca entendeu bem o que era isso. Menino de Juazeiro da Bahia, nadou nas águas do São Francisco e beijou garotas da vizinha Petrolina como se fosse normal. E era, até o dia em que avistou um caminhão vindo por uma estrada que cruzada sua cidade. Ao amigo que o acompanhava, disse como se recitasse uma oração: “Veja lá aquele caminhão, que maravilha. As árvores estão acariciando sua cabeça.” Árvores, pássaros, chuva, tudo parecia mais importante a seus olhos e ouvidos do que os próprios homens. Mas a história estava em suas mãos. Filho do comerciante Juveniano Domingos de Oliveira e da católica Martinha do Prado Pereira de Oliveira, a Patu, João viveu em terras juazeirenses até 1942, aos 11 anos, quando seguiu para estudar em Aracaju. Juazeiro ainda o teria de volta quatro anos depois, quando o violão que o pai lhe deu começou a ganhar as primeiras carícias. A Rádio Nacional lhe trazia o mundo e João flutuava ao som de Orlando Silva, Dorival Caymmi, Chet Baker e Carmen Miranda. O primeiro grupo, Enamorados do Ritmo, veio logo, e Juazeiro ficou pequena.
A cidade que o recebeu na sequência teria sério papel na formação de seu caráter artístico. Aos 18 anos, em Salvador, já trabalhava com carteira assinada na Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador. Não havia ainda desenhado o formato voz e violão, mas seguia os mandamentos de Orlando Silva tentado imitá-lo, por mais que o moderno já fossem Dick Farney e Lúcio Alves. O grupo vocal Garotos da Lua o chamou e lá se foi, ainda sem a obrigação com o violão, gravar dois discos em 78 rotações.  O Rio de Janeiro fervia na segunda metade dos anos 50, e foi para lá que João seguiu, aos 26 anos, em 1957. Sem muitos recursos, seguia a trilha de quem queria ser alguém com um violão debaixo do braço. Cantou para quem poderia fazer a diferença, como o cantor Tito Madi, mas teve mais sorte ao cair nas graças do produtor e também violonista Roberto Menescal. O violão de João virava a vedete. Bim Bom, uma das primeiras que apresentou aos círculos de artistas no Rio de Janeiro, já trazia o caminhão com a carroceria cheia. A levada uniforme deslocando acentos fortes para lugares incomuns, a harmonia abrindo picadas onde ainda ninguém havia passado, a mão que fazia acordes fazendo também percussão. E a voz. A voz de João Gilberto, quase um sussuro, deixava as tentativas da impostação e partia para o que fazia o trompetista americano Chet Baker quando cantava. Volume baixo e notas de longa duração, limpas, sem vibrato. 
E aí nasceu a Bossa Nova. Era julho de 1958 quando Elizete Cardoso apareceu com o disco “Canção do Amor Demais”, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ao violão, em duas das faixas, “Chega de Saudade” e “Outra Vez”, João Gilberto. E era só a ponta da cabeça de um baiano que se revelaria por inteiro um mês depois. Em agosto, João Gilberto, já uma aposta de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Aloysio de Oliveira, grava seu próprio disco de 78 rotações com “Chega de Saudade” e “Bim Bom”, gravado pela Odeon. O que ele fez foi pouco e simplesmente tudo. Criou um violão brasileiro e, sobre ele, ajudou a fundar um gênero. Seguiu na formatação de sua proposta com o seguinte disco de 78 rotações, em 1959, que trazia “Desafinado”, de Tom e Newton Mendonça, e “Hô-bá-lá-lá”, música de sua autoria. E ainda traria seu LP Chega de Saudade, definindo-se como um acontecimento. “Em pouquíssimo tempo, influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”, escreveu Tom Jobim na contracapa do disco.
O jornalista Roberto Muggiati, em O Estado de S.Paulo, escreveu neste sábado: De João Gilberto uma coisa eu sei com certeza: que em 1958 nós gostávamos do mesmo homem. Êpa! Não é o que vocês estão pensando. Adorávamos o Guarani, o melhor baterista de uma perna só do mundo. (Era uma faixa muito competitiva, havia outros pernetas espertos, como o paulista Pirata, que perdeu a perna num acidente.) Guarani teve pólio na infância e ficou com uma perna troncha. Mas com a outra e as duas mãos fazia maravilhas. Eu o conhecia das loucas noitadas de Curitiba. João o escolheu a dedo como um dos quatro percussionistas na gravação histórica de Chega de saudade (1958), o hino oficial da bossa nova. 
Eu sei também, com certeza, que esbarrei com o João no camarim da Sarah Vaughan, em sua noite de estreia no Brasil. Nem chegamos perto da diva porque o Poetinha lhe movia cerco total. O show da Sarah aconteceu no Fred’s, uma boate em cima de um posto de gasolina na Avenida Atlântica, na esquina onde construíram depois o Hotel Méridien. Aquela primeira segunda-feira de agosto de 1959 foi o último-baile-da-Ilha-Fiscal do Rio como Capital da República. Todo mundo estava lá. Presidia a mesa principal, o homem mais poderoso da época, o jornalista Samuel Wainer, com sua ofuscante Danuza. João Gilberto, terno escuro e gravata, ficou calado a noite inteira de mãos dadas com sua noivinha, Astrud Evangelina. (Antes, namorou duas cantoras geniais da bossa: Sylvinha Telles e Mariza Gata Mansa. Depois, casou com outra, Miúcha, e se tornaram pais da cantora Bebel Gilberto.)
Só fui encontrar João Gilberto de novo muito, muito tempo depois. E também muito longe do nosso Rio de Janeiro. Eu estava, entre meia dúzia de gatos pingados, espionando o cantor no escuro da plateia do Cassino de Montreux enquanto João fazia sua passagem de som para a Noite Brasileira com Tom Jobim. Na verdade, contra Tom Jobim — foi um verdadeiro duelo no Curral OK, uma briga de navalha entre cegos. Ali, naquela tarde de julho de 1985, na Suíça, descobri o quão safo era o baiano de Juazeiro. João testou uma bateria de microfones e escolheu logo um modelo que, apesar do visual retrô, anulava totalmente a interferência do ar condicionado no sistema de som. Coisa de gênio, de cientista louco. João estava com todas as balas na agulha para enfrentar Tom: Montreux decidiria qual era o melhor dos dois. Jobim – com sua banda familiar (a mulher, o filho, os Morelenbaum, os Caymmi) – chegou atrasado de um festival na Espanha, mas João não deu colher de chá. Era ele, e ninguém mais, quem iria encerrar a grande noite. Jamais “abriria” o espetáculo, como mero coadjuvante, para Tom Jobim. Graças a sua persistência, conquistou o “horário nobre”, embora, após prolongadas e inúteis parlamentações, isso significasse subir ao palco já bem depois da meia-noite. Apesar do adiantado da hora, João, apenas com banquinho e violão, brindou a plateia com quase duas horas de música encantada: naquela madrugada, pudemos ver a silhueta do Corcovado logo ali, às margens plácidas do lago Léman.
Eu sei também que o João não é mole. Três anos depois ele aprontou uma terrível com minha amiga Lúcia Sweet — a Lúcia que, de tão doce, casou com o músico místico Tomás Lima, o Homem de Bem. Tive a sorte de presenciar o maior não-evento (hoje se chamaria factoide) da carreira gilbertiana – e da história do showbiz brasileiro. Sexta-feira, 1º de julho de 1988, a crème de la crème do Rio desfila na plateia do Municipal à espera de João Gilberto. Já se sabe, com certeza, que ele não vai aparecer. Mesmo assim, durante alguns momentos, arde intensa a expectativa em meio à fogueira das vaidades. A produtora Hummingbird (Colibri), de Lúcia, montou no palco um cenário que era uma gentil mistura da féerie tropical dos musicais da Metro com um altar Hare Krishna, cheio de incensos e palmeirinhas. Às 21 horas, uma voz espectral anuncia, pelos altofalantes do Theatro, que serão concedidos trinta minutos de tolerância para João Gilberto subir ao palco e iniciar o espetáculo. Apesar do contrato assinado, João, ao longo da semana, através dos advogados, já dava sinais de que fugiria da raia, alegando uma forte gripe, com atestado médico e tudo. Não deu outra: ele não compareceu.
Tempos depois, nosso cantor, encalacrado com a indenização que foi obrigado a pagar a Lúcia Sweet, teve de engolir alguns sapos: levantou dinheiro fazendo um comercial da Brahma e, patrocinado pela mesma cerveja, concordou em dar um megaconcerto naquele mesmo Municipal do Rio em dupla com seu desafeto, Tom Jobim. Pode ter sido ruim para o ego do João, mas para a plateia foi fabuloso. Ah, ia esquecendo! Numa conversa recente, o Sérgio Ricardo me falou da época em que ele e o João eram carne e unha. João, sem eira nem beira no Rio, explorava a hospitalidade libanesa dos Lutfi (Imaginem só café da manhã daquela casa…) Depois que fechavam os inferninhos, João e Sérgio trocavam longos papos filosóficos na praia até o amanhecer. Um dia, sem mais aquela, João botou o Sérgio contra a parede: “Cara, o seu problema é que você é alienado, faz musiquinhas bobocas de namoricos e ignora os grandes problemas sociais do mundo em que vivemos.” Chamado à razão, Sérgio virou um músico “politicamente engajado” e saiu quebrando violões pelos festivais, enquanto o bom João continuava na dele, fazendo seus sambinhas sem compromisso e tornando-se o verdadeiro “mestre zen do bim-bom.” Esse foi o título que dei ao perfil do João no meu livro Improvisando soluções (Best Seller, 2008). Fechei o texto com esta frase: “Convidem o João para cantar algumas páginas do catálogo telefônico – vou ouvir na primeira fila.” Achei que estava sendo muito original, mas li depois o que Miles Davis escreveu certa vez sobre João: “Gilberto seria capaz de fazer um som maravilhoso simplesmente lendo um jornal”. 
O crítico de música Zuza Homem de Mello disse: Trancado a sete chaves por si próprio, tocando seu violão, cantando sozinho ou para alguém que privasse do momento sublime de ouvir João, não importa. Lá estava ele, existia. E agora? E agora Chico, Caetano, Gil, Milton, Edu, Marcos, Dori, João Bosco, Moraes, Djavan, Rosa e toda a geração que ele colocou na música? E nós que nos criamos ouvindo-o? E os que pelo mundo inteiro ficaram perplexos com seu som, o que será de todos nós de agora em diante? Teremos que viver sem ele. Teremos que tocar a vida sabendo que nada mais existe além do que já veio à tona. Será mesmo? Alguém não terá uma gravação caseira, uma música de show no celular, uma amostra inédita para mostrar? Agora que ele não está mais, o que vai aparecer dele, dos guardados com João Gilberto, não se sabe.
O que se sabe é que João Gilberto mostrou ao mundo uma nova bossa de cantar e de tocar o samba, o baião, a marchinha, a valsa, o samba-canção, o foxtrote, um hino, uma cantiga. No concerto do Carnegie Hall ele conseguiu derrubar a barreira do código que mantém o entendimento entre quem canta e quem ouve. Até os que não entendiam português compreendiam aquela música. Ouvir João Gilberto requer aprendizado. Requer concentração apuradíssima para se usufruir de tudo ao mesmo tempo: a precisão micrométrica do violão, a identificação das notas formando acordes, as sutis alterações harmônicas, o balanço rítmico irresistível, a destreza de seus dedos acertando as cordas do braço do violão, a posição da mão direita no jogo de vai e vem, a justeza equilibrada entre o volume do instrumento e da voz, a dicção impecável, a emissão na medida certa, a minúcia das quase imperceptíveis mudanças na divisão, as defasagens rítmicas e alterações melódicas, a argúcia dos silêncios, a supressão do supérfluo, a valorização dos esses, dos erres, das consoantes e vogais; do sentido das palavras, das profundas notas graves, a capacidade de fazer vir à tona a intenção do verso, a delicadeza em mostrar a música como nunca se ouviu antes. É o requinte da elevada depuração para o ouvido humano. Saber ouvir João Gilberto, eis a questão.
É o que o mundo musical vem fazendo desde 1958. Nada, absolutamente nada envelheceu. As 36 faixas de seus três primeiros discos contêm tudo que se precisa saber para entendê-lo, para embarcar na Bossa Nova admirada pelo mundo afora, responsável por mostrar que a música brasileira tinha uma cara nova. A vida enclausurada de João Gilberto foi constantemente incompreendida e criticada. Não se atestou porém que artistas excepcionais vivem à sua própria maneira, sempre na busca. Noel Rosa viveu 26 anos intensamente afogado na boemia, o que levou à breca seus pulmões, Lorenz Hart viveu embebido no álcool tentando resolver seu homossexualismo pecaminoso à época. E Picasso com suas mulheres? E Miles Davis? A arte é sublime. Queixas são infundadas. Queixam-se que João quase não se comunicava exceto nas intermináveis ligações telefônicas de horas seguidas. Felizes os escolhidos nessas chamadas.
Os mestres não se comunicam através de palavras. João Gilberto deu tudo de si para se comunicar com o que de melhor tinha, sua música. Sem nunca comprometê-la. Por isso precisava do melhor, a melhor sala, o melhor violão, o melhor microfone, o melhor som, o melhor técnico, sempre o melhor. João Gilberto era o melhor. Em sua obra gravada iniciada com a Bíblia da Bossa Nova, os tais três primeiros discos – “Chega de saudade”, “O amor, o sorriso e a flor” e “João Gilberto” – que motivaram uma ação de anos a fio e cujo ganho foi dele, João traçou o rumo. 
Nos discos posteriores e de frequência esparsa, João Gilberto deu luz a canções esquecidas que, guardadas em sua memória absurdamente fantástica, puderam ser pinçadas no momento certo para vir de novo à tona. Era esse um dos motivos que iscava a plateia ansiosa em saber como João a surpreenderia a cada vez. Ouvidas como troféus que se recebe de um mago. Em outras revelações ofertou aquilo que existia escondido em canções familiares, que no entanto ninguém percebia existir. Vieram Adoniran, Gershwin, Denis Brean e, em certas audições surpresa, versões que poucos tiveram a ventura de assistir, “Casa portuguesa”, “Oh! Minas Gerais”, “Parabéns a você” e outras peças irrisoriamente simples das quais João extraia uma musicalidade escondida que só ele foi capaz de descobrir. Foi mesmo capaz de transformar melodias do anonimato em obra prima. O samba do Brasil teve raros momentos de ruptura a determinarem os capítulos de sua história. O mais revolucionário deve-se ao gênio que foi cantar noutra freguesia, João Gilberto”. 
No verão de 1955, João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, com 23 anos e meio, vivia um inferno astral no Rio de Janeiro, onde desembarcara em 1949 para tentar a vida artística. Apesar das passagens por rádios, boates e gravadoras, ele andava “no desvio”, as portas vinham se fechando devido à falta de perspectivas de carreira, à intensa concorrência e a um comportamento excêntrico – incluindo o uso da maconha. 
O porto-alegrense Luiz Telles (1915-1984), radicado no Rio de Janeiro e líder do Quitandinha Serenaders, quarteto vocal especialista em canções nacionais e estrangeiras, preocupado com o declínio emocional e financeiro de João Gilberto, que conhecera em 1953, já o hospedava “de favor” no seu apartamento em Copacabana. Desfeito o conjunto, convenceu o amigo, 16 anos mais novo, a passar uns tempos com ele em Porto Alegre. Telles o registrou em um dos 180 quartos do Hotel Majestic. Assim João Gilberto iniciou em janeiro de 1955 um exílio de oito meses na capital gaúcha. “Dessa descida solitária aos seus próprios infernos, que continuaria por Diamantina, Salvador e Juazeiro, até a volta para o Rio de Janeiro em 1957, João Gilberto emergiria fortalecido”, resgata o jornalista Ruy Castro em “Chega de saudade”, o mais completo livro sobre a Bossa Nova. Enquanto Luiz Telles cuidava de sua vida de compositor, representante de sociedades de direito autoral e pesquisador, João Gilberto praticava o seu violão e convivia com funcionários do hotel, jornalistas, boêmios e outros músicos. Em Porto Alegre, João Gilberto cantou em restaurante, como Treviso, localizado no Mercado Central, e Farolito, e também em residências grã-finas, na boate Cote D’Azur e clubes sociais (Comércio, Leopoldina Juvenil) ou privês, como Clube da Chave. Porto Alegre vivia a época da transição dos famosos cabarés para as boates. Luiz Telles apresentara João Gilberto, no Rio de Janeiro, ao advogado gaúcho Alberto Fernandes, que, ao reencontrar João em Porto Alegre, o levou à casa da mãe, Maria Adelaide Regina Fernandes (1908-1994), no bairro Cidade Baixa, na rua Sofia Veloso, numero 136. Ela fazia de sua casa um entra e sai de gente ligada à cultura, a começar pela família: casada com um crítico de arte, ela era também prima da esposa do jornalista Nilo Ruschel, cujo irmão Alberto integrara o conjunto Quitandinha Serenaders. João Gilberto desenvolveu com ela uma relação maternal que veio para ficar por toda a vida. Até uma festa-surpresa ele ganhou de sua “família gaúcha”, na noite de 10 de junho, com direito a bolo pelos 24 anos. “João era um amor de pessoa e aparecia com frequência, tocando na cozinha por várias horas”, relembra Malu Pederneiras, neta da anfitriã e que se tornou cantora, incluindo o CD Acaso (2008). Adolescente na época, ela viveu nesse endereço até 1971, já casada com o músico Geraldo Flach (1945-2011). Já famoso, João Gilberto retornou à casa da rua Sofia Veloso, em Porto Alegre, em 1960, de violão a tiracolo, para apresentar a primeira esposa, a baiana Astrud Gilberto. 
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