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Ministro Edson Fachin mantém prisão de sueco por US$ 31 milhões em propinas da Odebrecht

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou habeas corpus ao sueco Bo Hans Vilhelm Ljungberg, investigado pela Lava Jato. A ação questionava prisão preventiva decretada na fase 57 da operação deflagrada em dezembro passado. Na ocasião, o nome de Bo Hans foi incluído na lista de procurados da Interpol – ele morava no Rio de Janeiro, mas deixou o Brasil pouco antes da decretação da prisão.

Bo Hans era figura central da “Sem Limites”, que apurava o pagamento de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014, em troca de vantagens na aquisição de derivados do petróleo. O sueco é apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como intermediador de pagamento de propinas.

Na decisão que desencadeou a operação, a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara de Curitiba indica que empresas utilizavam o grupo do qual Bo Hans fazia parte “para intermediar negócios de trading junto a executivos da Petrobras e ele, o grupo, realizava pagamentos de propinas a estes, destinando-lhe parte da comissão recebida”. A prisão preventiva de Bo Hans foi decretada por Gabriela Hardt em dezembro e mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça.

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