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Ministra Rosa Weber nega liberdade para dois suspeitos de hackear autoridades

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quarta-feira, 18, um pedido de liberdade feito pela defesa de dois hackers presos em julho no âmbito da Operação Spoofing – o casal Gustavo Elias dos Santos e Suelen Priscila de Oliveira. Gustavo é apontado pela Polícia Federal como o “testa de ferro” de Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, que confessou o hackeamento de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Suelen, sua companheira, também é investigada como possível integrante da organização criminosa que igualmente teria praticado estelionato e fraudes bancárias. O habeas corpus foi apresentado pelo advogado Ariovaldo Moreira. Ele afirmou que a Justiça Federal e a Polícia Federal não são as instituições competentes para conduzir a Spoofing, e que o foro competente deveria ser a Justiça estadual em Araraquara, no interior de São Paulo.

A ministra afirmou, na decisão, que ainda não era possível o Supremo Tribunal Federal analisar o pedido de liberdade, porque ainda não foi concluída a análise do mérito do habeas corpus que a defesa apresentou no Superior Tribunal de Justiça. Além de Suelen, Gustavo e Vermelho, a primeira fase da operação prendeu Danilo Marques, que havia emprestado a conta bancária para uso de Walter.

Nesta quinta-feira, 19, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Spoofing, em que foram presos o programador de computadores Thiago Martins, o “Chiclete”, além de Luiz Molição. Molição foi preso em Sertãozinho, no interior de São Paulo, e transferido de avião, para Brasília. No pedido de habeas corpus apresentado ao Supremo, a defesa do casal também rebateu os argumentos que levaram à manutenção da prisão pela Polícia Federal, para a manutenção da prisão de Gustavo. Foi apontado pela Polícia Federal como justificativa a apreensão de R$ 99 mil em seu apartamento no dia da busca e apreensão em seu imóvel em Araraquara. Na ocasião, Gustavo disse que a quantia era proveniente de transações com criptomoedas.

“O próprio STJ, no Conflito de Competência 161.123, decidiu que: ‘Compete à Justiça estadual julgar suposta prática de crime envolvendo a negociação de bitcoins'”. O advogado sustentou que a manutenção do casal na prisão é exagerada e de “índole” política. Na peça, a defesa insistiu que Suelen e Gustavo não tiveram nenhuma participação em fraudes de dispositivos de celular. Também usa o trecho de uma citação de uma petição da Polícia Federal, de 30 de agosto, endereçada à 10ª Vara Federal de Brasília informando que “não foi localizado nos materiais arrecadados durante a Operação Spoofing qualquer áudio, imagem, documento ou conversa que pudesse vincular Gustavo Henrique Elias diretamente às invasões de contas do Telegram de autoridades públicas”. (OESP)

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