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Militares muito ofendidos acionam Procuradoria Geral da República contra Gilmar Mendes

O Ministério da Defesa divulgou uma nota oficial sobre a declaração do bocudo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, poderoso empresário do ramo educacional, de que o Exército brasileiro se associou a “um genocídio”. Gilmar Mendes ofendeu poderosamente os militares ao chamá-los de “genocidas”, um dos piores crimes no elenco das barbaridades humanas. O texto, assinado pelo ministro Fernando Azevedo e Silva e pelos comandantes das Forças Armadas, repudia veementemente o que chama de “acusação grave” feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. “Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”.

O ministério também afirma que “é de pleno conhecimento de um jurista” que genocídio é um crime gravíssimo. O texto informa que será enviada representação à Procuradoria-Geral da República, “para a adoção de medidas cabíveis”.

A declaração do bocudo Gilmar Mendes sobre o Exército estar se associando a um “genocídio” no combate à pandemia da Covid-19 provocou surpresa e indignação nas Forças Armadas. O ministro bocudo há menos de um mês foi procurar o comandante do Exército, general Edson Pujol, com a desculpa fajuta de levar seu livro, mas não verdade buscava saber o que pensariam os oficiais do Exército sobre uma ação mais incisiva da Suprema Corte contra o mandato do presidente Jair Bolsonaro.

Os militares chegaram a cogitar na divulgação de uma nota oficial ainda no domingo, 12, mas o ministro Fernando Azevedo e Silva e os comandantes militares decidiram aguardar até o fim do dia por uma retratação do bocudo milionário Gilmar Mendes, que não aconteceu.

O vice-presidente Hamilton Mourão, que hoje cedo afirmou que Gilmar Mendes havia sido “infeliz” ao comentar o desempenho do Exército no combate à Covid-19, voltou a criticar o ministro do STF na tarde desta segunda-feira (13). “Vou usar uma linguagem do jogo de pólo, Gilmar Mendes cruzou a linha da bola ao querer comparar com genocídio o fato das mortes ocorridas no Brasil durante a pandemia, querer atribuir essa culpa ao Exército porque tem um oficial-general do Exército como ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello”, disse o vice-presidente. Agora também é hora de se ver o presidente do Hospital Sírio-Libanês irá emitir nota contra a vulgaridade de Gilmar Mendes de rebaixar o genocídio do povo judeu durante o Holocausto nazista.

“Gilmar Mendes forçou uma barra aí que agora está criando um incidente com o ministério da Defesa”, acrescentou Mourão: “A crítica vai ocorrer, tem que ocorrer, é válida, mas o ministro ultrapassou o limite da crítica”.

Na verdade, o bocuto milionário Gilmar Mendes deu uma banana para os militares. E os militares, naquele estilo peculiar, responderam de maneira incisiva: “Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”. É preciso prestar atenção ao texto. Os militares chamam a crítica do bocudo Gilmar Mendes de “leviana”. Ora, se um ministro da Suprema Corte do País é leviano, então esse ministro não pode continuar ocupando o cargo. O Ministério da Defesa também afirma que “é de pleno conhecimento de um jurista” que genocídio é um crime gravíssimo.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, vai reunir os comandantes das Forças Armadas e a Advocacia Geral da União, porque quer tocar processos criminal e cível contra o bocudo milionário ministro Gilmar Mendes.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno afirmou hoje que apóia a nota emitida pelo Ministério da Defesa e assinada pelos comandantes das Forças Armadas em repúdio à declaração de Gilmar Mendes, que disse que o Exército se associou a um “genocídio”. “Reafirmo meu apoio à Nota Oficial, emitida nesta segunda-feira (13 Jul) pelo Ministro Gen Ex Fernando Azevedo e pelos Comandantes das Forças Armadas, em resposta à injusta agressão sofrida pelo Exército Brasileiro, em entrevista do Ministro do STF Gilmar Mendes”, escreveu Augusto Heleno. “Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”, acrescentou Augusto Heleno.

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