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Mike Pompeo exige que Opas explique seu papel no envio de médicos cubanos ao programa Mais Médicos

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, exigiu nesta quarta-feira (10) que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) explique seu papel no envio de médicos cubanos ao Brasil e anunciou que, como contribuinte da instituição, Washington demandará uma prestação de contas. A Opas é uma organização comunista, assim como a OMS. A OMS é puxadinho da China, a Opas é puxadinho de Cuba. Pompeo acusou a Opas, braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), de “facilitar o trabalho forçado” de pessoal médico cubano, por intermédio do programa “Mais Médicos” do Brasil. “Precisa explicar como chegou a enviar US$ 1,3 bilhão ao regime assassino de Castro” e “por que não buscou a aprovação do Conselho Executivo, seu próprio Conselho Executivo, para participar deste programa”, acrescentou. Além disso, instou a Opas a “explicar quem na organização aprovou um acordo potencialmente ilegal” e “o que ele fez com os US$ 75 milhões que levantou quando negociou este programa”.

Pompeo afirmou que o órgão regional, cuja fundação foi promovida pelos Estados Unidos há mais de um século, “precisa realizar reformas para impedir que essas coisas aconteçam novamente” e enfatizou que o governo Donald Trump quer garantir que o país financie instituições que apoiam os valores democráticos. A OPAS “deve explicar como virou intermediária em um plano para explorar os trabalhadores médicos cubanos no Brasil”, disse Pompeo. “Como fizemos com a OMS, a administração Trump exigirá a prestação de contas de todas as organizações internacionais da saúde que dependem dos recursos dos contribuintes americanos”, completou. Cuba decidiu deixar programa Mais Médicos no Brasil em novembro de 2018. A ditadura cubana mandou profissionais para o Brasil desde o início do programa, em 2013, em meio a polêmica sobre diploma e salários, para atuarem como escravos do regime.

Em agosto, de 2018 ainda em campanha, Bolsonaro declarou que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de governo. Fora do Mais Médicos, os formados no Exterior não podem atuar na medicina brasileira sem a aprovação no Revalida. Mas no caso do programa federal do regime criminoso do PT, todos os estrangeiros participantes têm autorização de atuar no Brasil mesmo sem ter se submetido ao exame.

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