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Membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal pedem demissão de número 2 de Augusto Aras

Integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal, órgão de cúpula da Procuradoria-Geral da República, pediram que o procurador-geral Augusto Aras demita seu secretário-geral, o subprocurador-geral Eitel Santiago Britto Pereira. Os integrantes do Conselho Superior aderiram a pedido já feito na terça-feira e ganharam apoio de outros 254 membros do Ministério Público Federal.

Em ofício enviado ontem a Aras, os procuradores reclamaram de uma entrevista em que Eitel disse que as forças-tarefa do Ministério Público Federal atuam “às margens da lei” e que Moro fez “vistas grossas” às ilegalidades da Lava Jato. Para os procuradores, as criticas de Eitel causaram “profundo desconforto” na categoria. O pedido de demissão é mais um capítulo da disputa entre Augusto Aras, muito amigo de petistas, e os defensores da Lava Jato, na cúpula do Ministério Público Federal.

Aras vem patrocinando um projeto que pretende acabar com as forças-tarefa e centralizar o combate à corrupção em um órgão subordinado à Procuradoria Geral da República. Leia o pedido: “Ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República – Os membros do Ministério Público Federal, ao final firmados, formalizam irrestrita adesão aos termos do Memorando CONJUNTO nº 01/2020/CSMPF, de 7 de julho de 2020, da lavra dos Conselheiros do CSMPF, os Subprocuradores-Gerais da República Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, Nívio de Freitas Silva Filho, José Adonis Callou de Araújo Sá e Luiza Cristina Fonseca Frischeisen e, igualmente, solicitam a Vossa Excelência que avalie a oportunidade e conveniência na manutenção do Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira na função de Secretário-Geral do Ministério Público Federal. Semelhante solicitação foi inclusive secundada por memorandos dos Conselheiros José Elaeres Marques Teixeira e Hindemburgo Chateaubriand, dirigidos à V.Exa em 08 de julho de 2020″.

Há uma evidente guerra dentro do Ministério Público Federal envolvendo, de um lado, a “velharia” fisiológica, adepta e praticante dos velhos “métodos negociais” das castas que comandam Brasília, e procuradores de instâncias iniciais que lutam para consagrar uma nova maneira de investigação e denúncia de corruptos.

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