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Marido armado agride médica obstetra dentro da sala de parto com socos, pontapés e voadoras, em Pelotas

A médica obstetra Scilla Lazzarotto foi agredida nesta sexta-feira (29), dentro de sala de parto do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas. A médica levou socos, pontapés e voadoras de Wagner Coltro de Quevedo, marido de paciente, Ele estava armado na sala de parto, o que é absolutamente inacreditável.

A médica obstetra que atuou em Ponta Grossa, no Paraná, durante mais de 20 anos, impressionou seus seguidores nas redes sociais ao relatar ter sido vítima de agressão dentro do hospital em que trabalha na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A médica fez uma postagem em rede social, com fotografias mostrando as evidentes marcas da violenta agressão que sofreu.

Ela se dirigiu a Delegacia de Polícia, onde registrou um boletim da ocorrência, e fez exame de corpo de delito, por volta das 15 horas. A médica Scilla Lazzarotto escreveu em sua página no Facebook: “Em 22 anos de obstetrícia, nunca passei por uma falta de respeito tão grande como essa! Marido armado na sala de partos me agride com voadoras e socos na cabeça. A que ponto chegamos? B.O e corpo de delito feito. Agora espero a Justiça terrena e celestial”, desabafou. O agressor Wagner Coltro de Quevedo é um sujeito que se apresenta como armeiro, mecânico de armas.

Essa agressão não é gratuíta. Ela se dá em um cenário – Pelotas – em que a ultraesquerda, alojada principalmente na esquerdopata Universidade Federal de Pelotas, de onde se irradia para outras instituições da cidade – vem produzindo um cenário de criminalização da atividade médica há bastante tempo. Há poucos meses, a Câmara de Vereadores de Pelotas, por iniciativa da vereadora comunista Fernanda Miranda, do PSOL, e do trabalhista Reinaldo Elias, do PTB, aprovou uma lei criminalizando “violências obstetrícias” praticadas por médicos e outros assistentes nas salas de parto contra parturientes e recém nascidos.

Essa lei foi teratológica, porque tinha a pretensão de capitular um crime novo no Código Penal, o que é muito claro que é matéria de exclusiva esferal federal.

Não se “cria” crime em câmaras municipais, mas os esquerdopatas de Pelotas acham que isso é possível. A lei foi vetada pela prefeita também esquerdista Paula Mascarenhas, que levou em conta a intensa pressão exercida pela diretoria do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul.

Essa lei se insere em um movimento internacional esquerdista, adotado também pela comunista OMS – Organização Mundial da Saúde, que prevê o chamado “despertar do parto”, ou humanização do parto. E daí a criação da tal de “doula”, palavra que vem do grego e significa “mulher que serve”.

É aplicada hoje para classificar a mulher sem experiência e conhcimento técnico profissional na área de saúde que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Seu papel é “oferecer conforto, encorajamento, tranqüilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando”. Resumindo, é um tipo de atividade para forçar a realização de partos normais. Isso tudo deriva do movimento de contracultura lá da década de 60, que gerou coisas assim também na área manicomial.

No início da década de 70 foi “lançado” como grande novidade o surgimento do “parto Leboyer”. Frédérick Leboyer (Paris,1º de novembro de 1918 – 25 de maio de 2017) foi um autor e médico obstetra francês, conhecido pelo seu livro “Nascer Sorrindo” (Birth Without Violence, 1975) que popularizou o Parto Leboyer. Também foi responsável pela divulgação da prática de massagem Shantala (em homenagem à mulher hindu que lhe apresentou a prática, na Índia) no ocidente. Ele é chamado de pai do nascimento sem violência. Na anti-psiquiatria imperaram os pensamentos de Michel Foucault (“História da Loucura na Idade Clássica” e “Vigiar e Punir”), Felix Guattari, David Cooper e Ronald Lang. Essa “contracultura” também se aplicou na área da educação, gerando a tremenda porcaria que se tem hoje em dia.

Como se vê, e o caso da agressão à médica obstetra em Pelotas comprova, o esquerdismo atrofiado, tarado, disfarçado de ciência, leva inevitavelmente à violência.

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