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Manuela D’Ávila anuncia a chapa Jurassic Park do comunismo agônico em Porto Alegre

O PCdoB do Rio Grande do Sul quer lançar a comunista Manuela D’Àvila à prefeitura de Porto Alegre, tendo o petista Miguel Rossetto ao seu lado, como vice-prefeito. São dois pteurossauros. Ao mesmo tempo, o PCdoB promove uma mudança para trocar o seu nome para Movimento 65. Este é o número eleitoral do partido.

Os comunistas sabem que o movimento comunista está agônico, em estado terminal, no mundo inteiro. Os partidos comunistas já foram eliminados na França, Itália, Espanha, Portugal.

O momento chave que determinou a longa agonia para o movimento comunista foi a revelação dos crimes de Stalin pelo primeiro ministro Nikita Kruschev, em fevereiro de 1956, pouco mais de 10 após o fim da Segunda Grande Guerra Mundial.

Isso produziu um impacto poderoso entre os comunistas europeus. Mas, não o suficiente para levá-los ao rompimento. O imediato pós-guerra foi sucedido pelas guerras da Coréia e do Vietnam, e pelos movimentos de libertação nacional que procuravam se livrar do domínio colonial.

Os comunistas estavam todos engajados no apoio a estes povos, como forma de lutar contra o “imperialismo capitalista”. Na Europa, existia a necessidade da reconstrução da economia, destruída durante a guerra, e se estabeleceu o predomínio das noções de direitos humanos, em face dos horrores ocorridos durante o grande conflito militar.

Os comunistas trataram de se identificar como os grande defensores de direitos humanos e conquistas sociais. Nesse clima pós-guerra implantou-se a social-democracia e as noções de bem estar social. Foram alcançados privilégios no mundo do trabalho que persistem até hoje, de onde as dificuldades, por exemplo, para Macron aprovar uma reforma previdenciária e trabalhista na França atual.

Os comunistas se horrorizaram com o conhecimento dos crimes cometidos por Stalin e pelos regimes comunistas, mas isso não os levou a uma poderosa autocrítica e afastamento dessa vertente. O verdadeiro desencanto dos comunistas se deu em 1978, com a Primavera de Praga, quando um movimento reformista democrático começou a acontecer na antiga Tchecoeslováquia, liderado por Alexander Dubček.

Esse movimento foi violentamente reprimido pela invasão de tropas do Pacto de Varsóvia, comandado pelos soviéticos. Em 1977, um poderoso intelectual comunista europeu, o espanhol Jorge Semprun, que vivia na França, e era um destacado dirigente do Partido Comunista Espanhol, escreveu um livro icônico, chamado “A Autobiografia de Federico Sanchez”.

Esse era o seu nome de guerra no mundo comunista. Ali ocorreu seu rompimento com o comunismo. Em 1980, ele escreveu “Quel beau dimanche” (“Que belo domingo”) narrando as barbaridades cometidas pelo regime soviético nos campos de concentração comunistas, os famosos gulags.

Esses dois livros estão traduzidos e editados no Brasil, e são leituras indispensáveis para que as pessoas compreendam os riscos mortais do comunismo. Também está traduzido e editado em português um outro livro fundamental, “Livro Negro do Comunismo”,

O “Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão” é uma obra anticomunista coletiva de professores e pesquisadores universitários europeus. O livro foi editado por Stéphane Courtois, diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique (“Centro Nacional da Pesquisa Científica”, CNRS), e seu lançamento ocorreu por ocasião dos 80 anos da Revolução Russa.

O Livro Negro do Comunismo faz um inventário da repressão política por parte dos regimes marxistas-leninistas — incluindo as execuções extrajudiciais, as deportações e as crises de fome. Foi publicado originalmente em 1997, na França, sob o título “Le Livre Noir du Communisme: Crimes, Terreur, Répression (“O livro negro do comunismo: crimes, terror, repressão”).

A introdução, a cargo do editor Stéphane Courtois, declara que “…os regimes comunistas tornaram o crime em massa uma forma de governo”. Usando estimativas não oficiais, apresenta um total de mortes que chega aos 94 milhões. A estatística do número de mortes dado por Courtois é a seguinte:

20 milhões na União Soviética
65 milhões na República Popular da China
1 milhão no Vietname
2 milhões na Coreia do Norte
2 milhões no Camboja
1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu
150 mil na América Latina
1,7 milhões na África
1,5 milhões no Afeganistão
10 000 mortes “resultantes das ações do movimento internacional comunista e de partidos comunistas fora do poder” .

Em novembro de 1991, caiu o muro de Berlim, no seu trigésimo ano de existência. Foi o ponto final de desmontagem do aparato comunista. O que emergiu da Segunda Guerra Mundial foi uma concepção social-democrata, de intervenção do Estado no mundo econômico, como forma de promoção do desenvolvimento e da implantação do bem estar social. Isso foi amplamente apoiado pelas esquerdas, sustentadas pelo pensamento Keynesiano.

Este pensamento influiu poderosamente na chamada Escola Cepalina (Cepal, no Chile), de onde saiu a figura do economista brasileiro Celso Furtado.

Em 1979, Margareth Thatcher assumiu como primeira-ministra da Inglaterra, cargo no qual permaneceu até 1980, e passou a destruir as bases desta concepção, combatendo sindicatos, liberando as relações trabalhistas, privatizando empresas estatais, e daí em diante. Causou o horror a todo o esquerdismo mundial, mas ela triunfou.

No Brasil, essa concepção de intervenção do Estado no mundo econômico e social vigorou intensamente da década de 50 até o fim do governo Temer. Jair Bolsonaro e sua equipe, com Paulo Guedes e Sérgio Moro à testa, chegaram para desmontar esta concepção e promover uma ampla reforma da Nação brasileira, a qual está em curso, e que já começa a apresentar sinais positivos.

Acabou a era do bem estar social, bancado pelo Estado, ou seja, pelo distinto público. Em Porto Alegre, a candidatura aventada da comunista Manuela D’Ávila, secundada pelo trotskista petista Miguel Rossetto, é um último arroto da decrepitude comunista mundial.

E agora sob a égide de um estelionato intelectual histórico, que tenta esconder os comunistas e suas intenções por meio da máscara de Movimento 65, o número do partido. Lembrando sempre, em 1965, já com o Brasil sob regime militar, mas com o País vivendo ainda em regime democrático, com amplas liberdades, o PCdoB decidia pela implantação de um núcleo de guerra revolucionária guerrilheira, mandando militantes para o Araguaia.

Para lá seguiu inclusive o líder maior do PCdoB, João Amazonas, um ex-integrante da FEB (Força Expedicionária Brasileira), que lutou nos terrenos da Itália contra o nazismo. Ele tinha experiência militar. Aliás, o icônico economista esquerdista Celso Furtado também tinha sido integrante da FEB. Esses tempos acabaram. Falta os eleitores de Porto Alegre dizerem isso para os comunistas jurássicos Manuela D’Ávila e Miguel Rossetto. (Jornalista Vitor Vieira)

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