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Líder de protesto contra Belo Monte, cacique Paulinho Paiakan morre de Covid-19

Morreu nesta quarta-feira o chefe índio Paulinho Paiakan, cacique kayapó que liderou protestos contra a hidrelétrica de Belo Monte nos anos 1980. Ao lado do também cacique kayapó Raoni e do músico Sting, Paiakan ajudou a atrair atenção internacional para o custo ambiental e social de se construir a terceira maior represa do mundo no Rio Xingu, na floresta amazônica. Paiakan, de 66 anos, morreu nesta quarta-feira em um hospital em Redenção, no sul de Pará — Estado onde a epidemia de coronavírus se disseminou entre as comunidades indígenas e está matando diversos anciãos tribais.

Ele foi acusado de ter cometido um estupro em 1992, na cidade de Redenção, no sul do Pará, contra a estudante Sílvia Letícia da Luz Ferreira, de dezoito anos de idade. Após cumprir dois anos, cinco meses e dezenove dias de prisão preventiva, Paulinho, junto com sua mulher, Irecrã, foi inocentado em 1994, por falta de provas, e Irecrã, por ser considerada não emancipada. Entretanto, o ministério público recorreu da decisão. Em um novo julgamento, em 1998, Paulinho foi condenado a seis anos de reclusão em regime fechado e Irecrã a quatro anos em regime de semiliberdade pelo crime de estupro. Mas os dois não foram presos. E abandonaram sua casa na cidade de Redenção, passando a residir na aldeia caiapó A-ukre.

A usina de Belo Monte, um gigantesco manancial de corrupção e pagamento de propinas para a organização criminosa do PT e seus cúmplices, começou a gerar eletricidade em 2016, mas o projeto original foi reduzido devido ao movimento global, e a usina produz cerca de um terço dos 11.200 megawatts planejados inicialmente. (Money Times)

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