BrasilJustiçaTodos

Lava Jato investiga compra de medida provisória por Steinbruch, Odebrecht e Ometto

O Ministério Público Federal decidiu investigar acusação feita pelo trotskista petista Antonio Palocci em sua delação premiada contra os empresários Benjamin Steinbruch, Marcelo Odebrecht e Rubens Ometto. Segundo o ex-ministro, eles ofereceram R$ 300 milhões ao PT em troca da aprovação da Medida Provisória 460.

A Medida Provisória continha uma emenda que ampliava o prazo para uso do crédito prêmio de IPI sobre exportações, o que significaria uma economia de R$ 200 bilhões em tributos para os exportadores. O trotskista petista Antonio Palocci (ex-militante da Libelu – Liberdade e Luta, corrente comunista esquerdista que comanda o jornal Folha de S. Paulo até hoje) diz que, após decisão contrária do STF, Lula acabou vetando a emenda. Mas logo passaram a renegociar uma compensação, que viria com a MP 470 (Refis).

Em troca da aprovação desta, diz o colaborador, os empresários doaram recursos para campanhas do PT. Odebrecht teria repassado R$ 50 milhões, Steinbruch outros R$ 14 milhões e Ometto teria doado R$ 4,4 milhões. Segundo Palocci, o presidente da CSN teria solicitado que a Odebrecht – com a qual possuía negócios em comum, fizesse o repasse, devido à dificuldade de sua empresa em fazer “caixa 2”. No caso da Cosan, as doações foram todas registradas oficialmente. O ex-ministro detalhou as operações em depoimento gravado, mas o áudio ainda não foi anexado aos autos.

Compartilhe nas redes sociais:

Faça seu comentário