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Justiça envia o Corinthians ao Serasa, atendendo pedido da Caixa Econômica Federal

A Justiça acatou o pedido da Caixa Econômica Federal para incluir o nome da Arena Itaquera S/A, que administra o estádio do Corinthians, no Serasa. O despacho é do dia 27 de agosto de 2019. No processo, o banco informa que o Corinthians não paga as parcelas do financiamento da arena Itaquera desde março e por isso cobra uma multa no valor de R$ 48,7 milhões.

O presidente Andrés Sanchez disse na última sexta-feira que apenas dois meses estavam atrasados. No entanto, lembrou que caso a Caixa Econômica Federal não estivesse contando o período de um acordo verbal, esse atraso contaria desde março. O clube havia “acordado verbalmente” com a gestão anterior da Caixa Econômica Federal um novo parcelamento da dívida que, segundo o banco, é de R$ 536 milhões.

Desde o ano passado, existe um acordo entre as partes. Esse “acerto de boca” só não foi sacramentado até agora, segundo explicações do Corinthians, pela “perspectiva da iminente troca de comando da Instituição financeira”. O acerto prévio teria validade até 2028. O clube pagaria parcelas mensais de R$ 6 milhões, de março a outubro de cada temporada, e R$ 2,5 milhões entre novembro e fevereiro, período em que há um menor número de jogos no calendário do futebol brasileiro.

No começo do ano, os times estão se preparando para a temporada e no fim, quem não tiver outros competições, só disputam o Brasileirão, pelo calendário atual. A Caixa Econômica Federal emprestou inicialmente R$ 400 milhões ao Corinthians para a construção do estádio. Desde o início do financiamento, em 2014, o clube pagou cerca de R$ 160 milhões, sendo R$ 80 milhões de fevereiro de 2018 até agora. Mas como corre juros mensais, a dívida atual, segundo o Corinthians está na casa dos R$ 470 milhões.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, R$ 536 milhões. O embroglio acontece no momento em que o Corinthians encaminhou acerto também com a Odebrecht. Além dos 400 milhões de dívida com a Caixa Econômica Federal, o clube havia se comprometido a pagar R$ 420 milhões para a construtora. Esse valor viria por meio dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), da Prefeitura de São Paulo.

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