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Juiza da Lava Jato, Gabriela Hardt, diz que reportagem da Folha prejudica investigações

A divulgação hoje, pela Folha de S.Paulo, de conteúdo da delação premida de Jorge Luz, obtido em mensagens roubadas da operação Lava Jato, pelos hackers que estão presos pela Polícia Federal, e divulgado pelo site sujo The Intercept, do conspirador americano Glenn Greenwald, prejudica as investigações envolvendo a contratação da Neoway pela BR Distribuidora, por intermediação do lobista. A avaliação foi feita pela juíza Gabriela Hardt ao retirar o sigilo do pedido de Deltan Dallagnol para se afastar da investigação por ter sido contratado pela Neoway para dar uma palestra. “A publicização de investigação pendente acarretará notório prejuízo às apurações, eventual prejuízo à colheita de provas, à recuperação de ativos criminosos e à punição de pessoas envolvidas em crimes”, escreveu a juíza de Curitiba. A Folha diz que examinou documentos da delação anexados nas mensagens, ao noticiar hoje a contratação de Deltan pela Neoway para palestra — após descobrir que a empresa foi citada, ele se afastou do caso da empresa na Operação Lava Jato. “No caso, é nítido que quem perde com a publicização é a sociedade”, escreveu a juíza, ao determinar que o despacho fosse enviado ao jornal ainda ontem, antes da publicação da reportagem. A Folha não se importou com o aviso da juíza e publicou a matéria da mesma forma. O jornal se torna cúmplice no intento dos hackers e de quem os contratou, que é desmoralizar a íntegra da Operação Lava Jato e promover a soltura do bandido corrupto Lula.

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