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Juiz federal americano diz que revogar decisões de Moro seria um erro muito sério cometido pelo Brasil

A BBC News ouviu o juiz federal americano Peter Messitte, nome frequente em debates em Washington quando o assunto é o Brasil, sobre as supostas mensagens vazadas de Sergio Moro. Messitte viveu no Brasil nos anos 60, lecionou na USP e conviveu com ex-presidentes e ministros do STF. Conheceu Moro em 2016, durante um seminário, e mantém contato com o atual ministro da Justiça desde então. Para o juiz americano, “os diálogos (expostos pelo site de Glenn Greenwald) expõem principalmente um problema de privacidade, e não de promiscuidade”. “Já tive conversas muito parecidas e isso nunca comprometeu meus casos”, afirma o magistrado, referindo-se aos supostos diálogos entre Moro e Deltan Dallagnol. “Procuradores conversam com juízes. Existe uma interação frequente que, fora de contexto, pode ser vista como inapropriada, mas que em geral não afeta a essência das matérias jurídicas”, disse Messitte, acrescentando que “funcionários do governo precisam de uma zona de privacidade para trabalhar, de modo a não congelar suas operações”. O juiz americano acrescentou que “revogar decisões de Moro na Lava Jato com base nos vazamentos seria um erro muito sério”.
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