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Juiz da Lava Jato nega autorização para viagem ao Exterior do megalixeiro corrupto confessor Wilson Quintella Filho, da fraudadora Estre Ambiental SA

O juiz Luiz Antônio Bonat, novo responsável pela Lava Jato em Curitiba, negou um pedido apresentado pelo empresário megalixeiro corrupto confesso Wilson Quintella Filho, da fraudadora Estre Ambiental SA, para viajar para a Itália neste mês. Assim, Bonat manteve a medida cautelar que proibiu o investigado de deixar o País. Wilson Quintella Filho foi alvo da 59ª fase da Lava Jato, que apura ilegalidades em contratos da Transpetro. Os advogados do empresário disseram à Justiça que a viagem à Itália tinha motivos profissionais e de lazer. Ao analisar o caso, o juiz afirmou que lazer com a família não é justificativa para derrubar uma medida cautelar. Acrescentou que os compromissos profissionais mencionados não foram suficientemente comprovados. “Inicialmente, destaco que o lazer com a família não é justificativa bastante para afastar medida cautelar de proibição de saída do país. Assim, caberia a análise exclusiva em relação à eventual necessidade da viagem em razão de atividades profissionais.

No entanto, esta justificativa também não veio suficientemente comprovada”, escreveu Luiz Antônio Bonat na decisão. No dia 22 de abril, os advogados de Wilson Quintella pediram a devolução do passaporte do empresário e a autorização para realizar viagem para a Itália no período de 18 a 28 de maio. Segundo a defesa, Wilson Quintella faria uma visita à Companhia Waste Itália, empresa que trabalha com gestão de resíduos especiais e serviços ambientais em Milão, para dar continuidade a um projeto iniciado em 2018. “O acusado afirma que trataria de assuntos com Valério Bertuccelli, presidente do Grupo Waste Itália, na sede da companhia, em Milão. Não juntou, entretanto, qualquer documento que comprove a necessidade de sua presença naquela localidade no período mencionado”, destacou o juiz. Essa é uma justificativa sem pé nem cabeça, porque o corrupto confesso Wilson Quintella Filho foi totalmente afastado da gestão da Estre Ambiental SA bem antes de sua prisão, quando ocorreu a operação policial que investiga a fraude contra a prefeitura de São Paulo. 

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