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Itaipu encerrou todas as atividades do escritório de Curitiba na sexta-feira

Todas as atividades do escritório da Itaipu Binacional em Curitiba foram encerradas na sexta-feira (10). O processo de transferência dos empregados para Foz do Iguaçu, sede da usina, por determinação do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, teve início em julho do ano passado e terminou agora em janeiro de forma ordenada, com alguns dias de antecedência.

Com a concentração dos empregados em Foz do Iguaçu, o principal ganho é em eficiência, já que o corpo funcional vai atuar junto o tempo todo, sem necessidade de locomoção de uma cidade para a outra. A medida também permite uma economia significativa de recursos, como os gastos com o aluguel do prédio e em passagens e estadias dos empregados que faziam frequentes viagens de Foz a Curitiba e vice-versa.

No processo de migração foram transferidos 97 empregados e outros 18 aderiram ao Programa Permanente de Demissão Voluntária. Novas admissões estão suspensas desde abril. Por isso, as movimentações foram facilitadas. A ideia é aproveitar ao máximo a mão de obra disponível. Por influência do Brasil, a margem paraguaia de Itaipu também pretende concentrar cada vez mais as atividades na vizinha Hernandárias, sede da usina no lado paraguaio, reduzindo o número de empregados no escritório de Assunção.

O Anexo A do Tratado de Itaipu prevê que, além das sedes em Foz do Iguaçu e Hernandárias, a empresa manteria escritórios em Brasília e Assunção. Mas, durante as obras de construção da usina, a partir de 1975, foram criados escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, para facilitar o desembaraço de peças adquiridas pela usina. Os escritórios do Rio de Janeiro e de São Paulo foram desativados na década de 1990, mas não o de Curitiba.

Hoje, toda a diretoria de Itaipu está em Foz do Iguaçu, que é a sede brasileira da usina. Havia um gasto enorme com diárias e passagens, com o aluguel do prédio de Curitiba e até mesmo com reformas e adequações que periodicamente eram feitas”, explicou o general Silva e Luna.

Segundo ele, além da economia de recursos, o mais importante foi que, agora, com exceção de um pequeno grupo que atua no escritório de Brasília, “todos, diretores e corpo funcional, estão próximos, o que facilita a gestão, permitindo que haja um melhor aproveitamento da capacidade de cada empregado”. E concluiu: “Ir para Curitiba, agora, só por questões muito sérias”.

As relações institucionais de Itaipu com as várias esferas de governo não serão afetadas com o fechamento do escritório de Curitiba. Pela importância estratégica da capital, Itaipu já negociou com o Governo do Estado a cessão de salas no Palácio Iguaçu e também na Copel, para reuniões eventuais.

A estatal de energia do Paraná se prontificou a emprestar à Itaipu duas salas de apoio, uma na sede própria e outra no polo Barigui, sem qualquer custo. Cálculos feitos pela área financeira da Itaipu mostram que a economia acumulada até 2023 atingirá R$ 7 milhões. Como o cálculo foi feito levando em conta apenas o que seria mantido em um escritório de representação, a redução deve ser ainda maior.

Só o aluguel do prédio tinha um custo mensal de R$ 208 mil. Internamente, os processos estão sendo revistos, com definição de responsabilidades. E também para otimizar os recursos informatizados e estruturas, dando maior integração entre as diversas áreas e diretorias envolvidas. Só de movimentação de pessoal, independentemente do processo de migração, foram 241 realocações entre unidades organizacionais. Várias áreas que tinham duas unidades, uma em Foz e outra em Curitiba, foram unificadas na cidade sede da usina, como Tesouraria, Compras, Recursos Humanos e Serviços Gerais.

Só na Diretoria Geral, cinco superintendências e duas divisões foram extintas. No total, 11 cargos de gerências deixaram de existir. Todo o processo foi feito pra evitar sombreamentos. Outras medidas adotadas pela Itaipu Binacional, incluindo o cancelamento de convênios e patrocínios sem adesão à missão institucional da usina e a redução do orçamento de 2020, permitiram que a empresa realocasse cerca de R$ 600 milhões para obras que vão trazer mais desenvolvimento à região Oeste e ao Paraguai, como a Ponte da Integração, que unirá Foz do Iguaçu (BR) a Presidente Franco, no Paraguai. Somente a redução do orçamento de 2020 foi de R$ 218 milhões, sem afetar as despesas de custeio e os investimentos programados, como na atualização tecnológica da usina.

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