MundoTodos

Israel toma decisão inédita, deportar um judeu iemenita agressor sexual

Um juiz israelense ordenou a deportação de um agressor sexual judeu condenado de volta ao seu país natal, o Iêmen, em uma decisão inédita, sem precedente na justiça israelense. O diário Makor Rishon noticiou nesta sexta-feira sobre o caso de Avraham Salem Alhadad, que emigrou para Israel em 2007 com um visto de estudante. O visto de Alhadad expirou enquanto ele cumpria uma pena de cinco anos e meio de prisão em 2014 por molestar e agredir sexualmente um menor de sua própria família.

O ex-aluno de um seminário religioso (yeshiva), em Bnei Brak, foi declarado um estrangeiro ilegal após sua libertação este ano. Seu pedido de naturalização segundo a Lei de Retorno de Israel para judeus e seus parentes foi negado, citando sua ficha criminal. Seu pedido de asilo, baseado na alegação de que sua saída do Iêmen em 2007 para o Estado judeu o exporia a perseguição no país, também foi indeferido.

Na semana passada, um juiz ordenou que o Ministério do Interior, que estava buscando a deportação de Alhadad para o Iêmen, detalhasse como pretendia deportá-lo para um país com o qual Israel não tem relações diplomáticas. Segundo Makor Rishon, Israel nunca deportou uma pessoa judia para o Iêmen ou qualquer outro país árabe. Até que o plano de deportação seja apresentado, Alhadad, que é casado e tem um filho de 6 anos em Israel, está detido nas instalações de detenção de Givon para aqueles que permanecem ilegalmente em Israel.

Compartilhe nas redes sociais:

Faça seu comentário