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Israel dissolve Parlamento e terá novas eleições para definir primeiro-ministro em março de 2020

Israel voltará a ter eleições para eleger um novo parlamento e determinar seu primeiro-ministro em 2 de março de 2020 – a terceira votação do tipo em menos de um ano. Isso irá acontecer porque, à meia-noite desta quinta-feira (19h30 de quarta, em Brasília), venceu o prazo para a formação de um novo governo, sem que nenhum acordo fosse alcançado. Os próprios parlamentares dissolveram o Knesset, o Parlamento israelense, porque nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o líder opositor Benny Gantz — que também recebeu a tarefa de tentar construir uma nova maioria — conseguiram costurar uma coalizão.

Ao longo da quarta-feira foram realizadas quatro votações, enquanto os 120 congressistas faziam suas últimas tentativas de formar uma coalizão liderada por um candidato aprovado por ao menos 61 assinaturas. Outra campanha eleitoral e um novo feriado para o dia das eleições vão custar bilhões à economia de Israel. No entanto, a longa paralisação do Parlamento causada pelo impasse político que leva ao congelamento do governo é ainda mais custosa ao país. Em abril de 2019, o partido Likud, de Netanyahu, conseguiu mais cadeiras do que a coalizão Azul e Branco, de Gantz. Porém, semanas depois dessa primeira eleição, o partido nacionalista Israel Nossa Casa deixou a coalizão costurada por Netanyahu por discordâncias com a ala religiosa ortodoxa da base de apoio ao primeiro-ministro.

Assim, o governo perdeu a maioria, e novas eleições foram convocadas. Nas segundas eleições, em setembro, nem o Likud nem a coalizão Azul e Branco conseguiram maioria, sozinhos, para governar Israel. Assim, Netanyahu teve novamente a tarefa de costurar uma coalizão parlamentar para se manter no cargo. Isso não ocorreu, e o presidente israelense, Reuven Rivlin, deu a Gantz o papel de conseguir formar maioria no Knesset.

Houve inclusive uma tentativa de se formar uma ampla coalizão entre os partidos de Gantz e Netanyahu. Os dois líderes chegaram a admitir a possibilidade, mas as siglas não fecharam nenhum acordo — sobretudo diante das denúncias de corrupção que recaem sobre Netanyahu. Mas o verdadeiro problema de fundo é outro, trava-se neste momento em Israel uma forte tentativa para retirar do poder os partidos religiosos ortodoxos, que se alinham com a direita.

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