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Israel desvenda identidades dos militares iranianos responsáveis pelos projetos de mísseis da organização terrorista Hezbollah

As Forças de Defesa de Israel (IDF) publicaram um detalhado dossiê no qual explicam em que consiste o projeto de misseis guiados de precisão da organização terrorista Hezbollah, mostrando quem dirige o programa e como se relaciona com o sistema que foi atacado por drones de Israel, na madrugada do último domingo, no bairro Dahieh, no sul de Beirute.

As Forças de Defesa de Israel detectaram que a organização terrorista Hezbollah e seus sócios iranianos estão realizando sérios esforços para estabelecer uma fábrica de misseis de precisão, assim que foram desbaratados os esforços de construir oficinas de conversão dos velhos foguetes em mísseis de precisão.

Conforme o relatório das Forças de Defesa de Israel, o projeto de misseis do Hezbollah é dirigido pelo Irã, e está sob a condução de três iranianos e um libanês. O projeto é encabeçado pelo general de brigada Muhammad Hussein Zada-Hejazi, comandante da divisão libanesa da Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica para as operações militares iranianas no Exterior.

Zada-Hejazi responde diretamente ao comandante da Força Quds, o general Qassem Soleimani, e é o oficial responsável pela ligação entre Irã e Hezbollah. Outros dois oficiais da Guarda Revolucionaria envolvidos no programa são: o coronel Majid Nuab, um engenheiro especializado em misseis terra-terra, e o general de brigada Ali Asrar Nuruzi, chefe da Divisão de Logística da Guarda Revolucionaria, responsável pela logística do transporte dos equipamentos e componentes desde o Irã, através da Siria, até as fábricas do projeto de misseis no Líbano.

Outro dos implicados é Fuad Shukr, um alto comandante do Hezbollah responsável pelo atentado contra o Corpo de Marines americanos no Líbano em 1983. Shukr é responsável pela construção dos locais e do início dos lançamentos no caso de guerra.

O projeto de misseis de precisão começou em 2013 em dois níveis: por um lado, converter os foguetes “tontos” em mísseis de precisão e, por outro lado, produzir misseis de precisão desde o ponto zero. No começo, o Hezbollah tentou ingressar clandestinamente no Líbano misseis de precisão inteiros vindos do Irã através da Siria. Muitas dessas ações foram frustradas. Assim, em 2016, o Hezbollah decidiiu não mais transferir misseis inteiros.

Ao mesmo tempo, começou a desenvolver a fábrica do Centro de Estados Científicos (SARS) na Síria e a converter os misseis de precisão, uma atividade que também viu ser desbaratada. Então o Hezbollah decidiu levar os componentes de precisão ao Líbano e instalá-los em misseis “tontos” que já estão em seu poder.

As rotas do contrabando clandestino usam ar, mar e terra. Em 2018, o primeiro ministro israelense, Benjamín Netanyahu, expôs na Assembleia Geral da ONU três sítios destinados à conversão de misseis de precisão. Segundo as Forças de Defesa de Israel, com essa exposição foi impedida a instalação de mais fábricas no local. Mas, ao mesmo tempo, o Hezbollah começou construir fabricas de misseis de precisão, dirigidos, no Líbano. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, nos últimos meses foi verificado um forte aumento de atividade do Hezbollah para instalar essas plantas no sul do Líbano, no Vale do Bekaa e na própria capital Beirute.

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