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Irã ataca os Estados Unidos, disparando 15 misseis balísticos sobre as bases americanas de Al Assad e Erbil no Iraque

Quinze mísseis balísticos disparados diretamente do Irã atingiram nesta terça-feira (7) duas bases aéreas dos Estados Unidos no Iraque. Um dos locais atingidos é a base áerea Al Asad, na província de Al Anbar, e a outra é uma instalação militar próxima de Erbil. A terrorista Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelo ataque, que aconteceu horas depois do funeral do miliciano iraniano Qassem Soleimani. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o ataque é uma resposta ao assassinato de Soleimani em um ataque de drone dos Estados Unidos na via se saída do aeroporto internacional de Bagdá. Até agora, o número de vítimas e a extensão dos danos não são conhecidos.

A Casa Branca retuitou uma mensagem da secretária de imprensa dos Estados Unidos, Stephanie Grisham, que diz que o governo norte-americano está ciente das notícias do ataque às instalações no Iraque. “O presidente Donald Trump foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional”. A Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos emitiu restrições de emergência para o espaço aéreo do Golfo Pérsico, restringindo os vôos comerciais na região, citando “potencial de erro de cálculo ou identificação incorreta”.

O ataque ocorreu dias após um ataque com drone feito pelos Estados Unidos no Iraque que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani, uma das principais lideranças terroristas do Irã na semana passada. A morte de Soleimani causou forte reação no Irã. O presidente da República Islâmica do Irã, Hassan Rouhani, disse que a “resistência contra os excessos dos Estados Unidos vai continuar” e que “o Irã vai se vingar deste crime hediondo”. As cerimônias fúnebres de Qassem Soleimani reuniram milhares de pessoas no Irã, que saíram às ruas para se despedir de Soleimani e protestaram contra os Estados Unidos.

Nesse domingo, o presidente dos EUA Donald Trump prometeu “forte retaliação” caso o Irã contra-atacasse e, no sábado, disse que se o Irã cumprir a ameaça de vingar a morte do general Qassem Soleimani, a resposta militar será “rápida e forte”, contra 52 alvos iranianos.

A primeira onda de ataques do Irã contra instalações americanas no Iraque teria provocado a morte apenas de iraquianos – não se sabe o número. A comprovação de vítimas americanas no bombardeio pode ser decisiva para o cálculo da reação dos Estados Unidos. O Pentágono confirmou mais cedo que 15 mísseis balísticos iranianos atingiram as bases em Al-Asad e Erbil. A agência Tasnim diz que o governo do Irã lançou outro ataque de mísseis contra instalações americanas no Iraque.

Após se reunir com sua equipe de inteligência e de segurança na Casa Branca, Donald Trump decidiu não realizar um pronunciamento à nação na noite desta terça-feira. A ofensiva iraniana ocorre horas depois do funeral do general Qassem Solemani.

O Pentágono emitiu uma nota oficial, assinada por Jonathan Hoffmann, assessor do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, dizendo que está avaliando os danos. O documento informa que o ataque ocorreu aproximadamente às 17h30 (horário da Costa Leste americana). O Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis contra as bases de Al-Assad e Irbil, que concentram tropas dos Estados Unidos e de aliados no Iraque. “Estamos trabalhando na avaliação inicial dos danos da batalha”, afirma a nota. Hoffmann lembra que, devido à escalada das tensões na região nos últimos dias, após o Irã prometer vingança pela morte do general Soleimani, as bases atacadas estavam em “alerta máximo”. No comunicado, o Pentágono não forneceu mais detalhes do ataque, mas prometeu atualizar as informações, assim que possível.

Em Israel, o premiê Benjamin Netanyahu classificou o assassinato de Qassim Soleimani, miliciano chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária, como um evento americano. A fala representou um alerta a seu gabinete para evitar o envolvimento de Tel Aviv com o crescente conflito entre Washington e Teerã. Segundo Canal 13, TV de Israel, o premiê afirmou, durante reunião com seu gabinete na segunda-feira que o “assassinato de Soleimani não é um evento israelense, mas um evento americano. Nós não estávamos envolvidos e não devemos ser arrastados para dentro dele”. A inteligência militar teria informado ainda que a probabilidade de um ataque de retaliação é baixa, já que “Israel ficou distante do incidente”, de acordo com as fontes da TV. Ao longo de boa parte de sua carreira política, Netanyahu defendeu um conflito EUA-Irã.

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