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Investigada enorme fraude em licitações de informática em prefeituras e câmaras municipais paulistas

Após realizar buscas na sede da prefeitura e em praticamente todas as dependências da Câmara municipal de Campos do Jordão, interior de São Paulo, nesta terça, 26, o Ministério Público do Estado mira pelo menos outras dez administrações paulistas por suspeita de ligação com esquema que beneficia grupo empresarial do setor de informática há cerca de 15 anos, por meio de licitações fraudadas e contratos superfaturados.

A Operação Reboot, deflagrada nesta terça, 26, incluiu uma ofensiva sem precedentes no Executivo e no Legislativo de Campos do Jordão. Na sede das empresas favorecidas, que ficam em Santo André, na Grande São Paulo, os promotores confiscaram R$ 44 mil em dinheiro.

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Vale do Paraíba, vasculharam gabinetes de secretários municipais e de vereadores. Fiscais do Tribunal de Contas do Estado (Unidade de Guaratinguetá) e policiais militares do Baep e da força-tática integraram a missão.

As buscas foram realizadas sob autorização da Justiça de Campos do Jordão, que decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados. Na terça-feira foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão. Além de Campos do Jordão a força-tarefa foi a Caçapava, Pindamonhangaba, Taubaté, Cotia, Barueri, Poá, Santo André e em endereços da capital paulista.

Na prefeitura de Campos do Jordão, o Gaeco apreendeu documentos, computadores e celulares. Os promotores inspecionaram salas de diversas secretarias municipais e de membros da Comissão de Licitação. Na Câmara, a batida compreendeu praticamente todas as dependências, inclusive a sala da presidência da Casa.

A Operação Reboot teve início a partir de uma denúncia anônima. A investigação dos promotores do Gaeco apontam para um extenso rol de contratos superfaturados. Os valores pagos pela prefeitura de Campos do Jordão seriam muito superiores aos desembolsados por outras administrações municipais para o mesmo serviço. “Não há competição”, disse um investigador: “As licitações são armadas, fraudulentas”.

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