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Investigação da Polícia Federal não aponta para invasão de terra indígena no Amapá

O Ministério Público Federal disse na segunda-feira (29) que as investigações preliminares da Polícia Federal não apontaram a presença de grupos invasores na terra indígena do povo Waiãpi, no Amapá. O procurador federal Rodolfo Lopes disse que ainda não está descartada a possibilidade de realização de novas diligências na região. A expectativa é de que a Polícia Federal conclua até o final de semana o relatório sobre a suposta invasão de garimpeiros à terra indígena e sobre a morte do chefe da aldeia Waseity, Emyra Wajãpi, de 62 anos.

Cerca de 25 policiais da Polícia Federal e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Amapá participaram da diligência realizada no domingo (28). As lideranças indígenas relataram para as equipes de investigação que 15 invasores passaram uma noite na aldeia Yvytotõ, distante cerca de 300 quilômetros da capital, Macapá, de forma “impositiva” e “de posse de armas de fogo de grosso calibre”. Durante a diligência, os policiais foram levados por lideranças indígenas aos locais onde teriam ocorrido as invasões. Lá marcaram os pontos com GPS e tiraram fotos. “Até agora, as investigações preliminares não conseguiram apurar a presença de invasores na região.

A Polícia Federal marcou as coordenadas, fez os vídeos e fotos e isso vai ser apresentado no relatório definitivo a ser apresentado pela polícia”, disse o procurador. “Nesses locais não há nem indícios de garimpo, de conflito ou de vestígios da presença humana, de não indígenas.. pegadas, marcas de fogueira não há qualquer elemento específico…”, acrescentou Lopes. De acordo com o Ministério Público Federal, as autoridades policiais informaram que não é descartada nenhuma hipótese sobre o homicídio. “As investigações continuam. Ainda vamos fazer uma reunião para situar como estão as investigações. As medidas a se tomar são diversas, isso vai depender da análise do que foi encontrado no local”, afirmou Lopes.

Segundo os relatos dos índios, Emyra Wajãpi foi morto na tarde de segunda-feira (22). Entretanto, a morte não foi testemunhada por indígenas e só foi percebida na manhã de terça-feira (23). A perícia do corpo vai ficar a cargo das autoridades competentes que vão analisar se é o caso de realizar uma perícia e vão entrar em contato com a lideranças indígenas.

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